Sinais de Prontidão

Você já se pegou pensando: “Será que meu filho tá pronto pra começar a comer papinha?” ou “Será que ele já consegue ficar sentado sem apoio?” Eu sei que por aqui, com o Bernardo, essas dúvidas pipocaram várias vezes. A gente fica com medo de apressar as coisas ou perder o timing. E é aí que entram os chamados ‘sinais de prontidão’.

Guia do conteúdo

O que são sinais de prontidão?

São basicamente pistas que o bebê dá, mostrando que ele pode (ou não) encarar um novo desafio. Vale pra tudo: introdução alimentar, ficar em pé, dar os primeiros passinhos… Cada fase tem seus próprios sinais.

Por exemplo, na introdução alimentar, você vê o bebê se interessando quando alguém tá comendo perto dele, tentando pegar a comida e levando a mão à boca. Às vezes ele até imita a gente mastigando, uma fofura só.

Exemplos práticos de sinais de prontidão

  1. Introdução alimentar: O bebê consegue ficar sentado com apoio, sustentar a cabeça e ter coordenação pra pegar o alimento e levar à boca. Foi assim que notamos que o Bernardo tava pronto. Ele não parava de olhar pra gente quando eu e a Re estávamos jantando, como se dissesse “Ô, e eu?”.
  2. Ficar em pé: Começa com o bebê se apoiando nos móveis, tentando erguer o corpo. Ele pode ficar balançando pra lá e pra cá, testando o equilíbrio.
  3. Engatinhar: Aquele momento em que ele levanta o bumbum, apoia os joelhos no chão e começa a “ensaiar” um empurrãozinho. Antes de engatinhar de verdade, o pequeno faz várias tentativas — e a gente fica na torcida.
  4. Falar: Balbuciar sílabas (mamã, papá), reagir quando você chama pelo nome ou tentar imitar sons. Com o Bernardo, eu ficava chamando “Be-ron-dô” só pra ver se ele imitava, mas ele preferia ficar gritando “Abaaaa!” (risos).

Como observar esses sinais

  • Fique de olho na rotina: Cada bebê tem seu ritmo. É bom anotar ou prestar atenção pra ver quando algo diferente aparece.
  • Interaja: Conversar, brincar, deixar o bebê explorar… tudo isso ajuda você a perceber se ele tá mais ou menos à vontade.
  • Converse com o pediatra: Se você acha que o bebê tá pronto pra algum avanço, mas tá na dúvida, não custa pedir a opinião de um profissional.

Cuidado pra não apressar as coisas

É normal a gente ficar ansioso pra ver o filho se desenvolvendo. Mas pular etapas ou forçar algo antes da hora pode ser frustrante pro bebê e pros pais. Já vi casos de pessoas que tentam introduzir sólidos quando o bebê mal consegue sustentar a cabeça. Aí vira bagunça, o bebê se irrita, e a gente se estressa à toa.

Cada criança, um ritmo

Olha, uma coisa eu aprendi com o Bernardo: cada bebê é único. Alguns começam a se arrastar cedo, outros demoram mais. Uns já querem comer de tudo aos 6 meses, outros só pegam gosto lá pros 8 ou 9. Então, observar os sinais de prontidão é muito mais importante do que seguir uma tabela ou a experiência de um vizinho.

Conclusão

“Sinais de prontidão” nada mais são do que o jeitinho do bebê dizer “Pai, Mãe, tô pronto pra isso!”. Aprender a ler esses sinais facilita muito a vida: evita frustrações, preocupações desnecessárias e torna tudo mais divertido. Confie na sua observação, troque ideia com a Re (ou com seu parceiro), e não hesite em perguntar ao pediatra se pintar insegurança. Afinal, cada conquista é motivo de celebração — e os sinais de prontidão são o primeiro passo pra muitas delas!