Fases do bebê: tudo o que você precisa saber sobre o primeiro ano de vida

O primeiro ano do bebê é um verdadeiro jogo de fases – e algumas são dignas de modo hardcore. Desde as madrugadas em claro até os primeiros passinhos, cada mês traz desafios (e vitórias!). Quer saber o que te espera e como sobreviver a cada etapa? Vem conferir esse guia realista sobre as fases do bebê até 1 ano!

O primeiro ano do bebê é uma montanha-russa. Um dia ele tá ali, só mamando e dormindo, no outro já tá tentando engatinhar pra longe enquanto você se pergunta onde foi parar aquele recém-nascido quietinho. E, claro, cada nova fase vem com seus desafios. O sono muda, a fome muda, até o jeito de fazer cocô muda (e a gente fica especialista em analisar fralda, né?).

Se você é pai de primeira viagem, dá um misto de fascínio e cansaço. E tudo bem, faz parte.

Então, pra te dar uma luz nesse caos maravilhoso, montei esse guia mês a mês até o primeiro ano. Vou falar de sono, alimentação, desenvolvimento e, porque ninguém conta essa parte direito, do “trabalho” que cada fase dá – baseado em relatos reais e na ciência. Mas pode ficar tranquilo: nada de papo técnico chato, aqui a conversa é direta, sem firulas e com dicas práticas pra te ajudar a passar por cada etapa sem surtar (ou pelo menos tentando!).

Vamos nessa?

Guia do conteúdo

1º mês

Nível de Trabalho: Alto🔴

Os primeiros dias e semanas são intensos. É tudo 24 horas por dia, muitos cuidados e pouco sono para os adultos. Não é à toa que muitos pais relatam que as primeiras 6–8 semanas são as mais difíceis com um bebê​. A nova rotina inclui mamadas constantes, várias trocas de fralda, períodos de choro sem motivo aparente (às vezes cólicas) e a recuperação pós-parto da mãe. É normal se sentir esgotado e sobrecarregado nessa fase – faz parte do “pacote recém-nascido”.

Sono

O bebê com 1 mês dorme muito – em média cerca de 16 horas por dia, porém de forma bem fracionada. Ele costuma acordar a cada 2–3 horas para mamar ou por algum desconforto (fralda suja, cólica). É normal não distinguir dia e noite nessa fase​. Prepare-se: as noites dos pais tendem a ser picadas, com despertares frequentes do pequeno.

Alimentação

Exclusivamente leite materno em livre demanda (quando e quanto o bebê quiser) é o ideal para este mês. Os recém-nascidos têm estômago pequenino, então precisam mamar 8–12 vezes ao dia, inclusive de madrugada.

Se a mãe não puder amamentar, usa-se fórmula infantil conforme orientação do pediatra​. Nessa fase não ofereça chás, água ou outros alimentos – só leite materno ou fórmula, pois contém toda a nutrição e hidratação necessária​.

Desenvolvimento motor

Os movimentos ainda são reflexos e descoordenados. O bebê mal sustenta a cabeça, mas consegue levantá-la por instantes quando de bruços​. As mãozinhas ficam fechadas (reflexo de preensão) e ele pode fazer pequenos movimentos com braços e pernas​. Ainda não tem controle sobre o corpinho, mas já começa a explorar reflexos – por exemplo, vira o rostinho se algo encostar na bochecha (reflexo de busca).

Desenvolvimento emocional

Mesmo tão pequenino, o bebê reconhece a voz e o cheiro da mãe desde os primeiros dias. Com 1 mês, ele começa a observar rostos de perto e se comunicar chorando – sim, o choro é a “fala” dele agora​. Pode fazer alguns sons suaves além do choro, como pequenos resmungos. Ele se acalma ao estar nos braços, com aconchego e ouvindo a voz dos pais. Cada dia, vocês se conhecem um pouquinho mais e ele vai se sentindo mais seguro fora do útero.

Dicas práticas

  • Durma quando o bebê dormir: aproveite cochilos do bebê para descansar também. A louça pode esperar um pouquinho! 😉
  • Revezem os cuidados: se possível, o casal pode se revezar nas madrugadas ou pedir ajuda de familiares. Ter pequenas pausas ajuda a recarregar as energias.
  • Crie uma mini rotina: no comecinho o bebê não tem horários fixos, mas vocês podem começar a ensinar a diferença entre dia e noite. De dia, mantenha a casa com luz natural e barulhos normais; à noite, deixe o ambiente calmo e com pouca luz, e fale baixo na hora das mamadas noturnas.
  • Sono seguro: sempre deite o bebê de barriga para cima para dormir, em superfície firme e sem almofadas ou brinquedos soltos no berço​. Essa medida simples reduz o risco de síndrome da morte súbita do lactente. E, por mais tentador que seja nas noites cansativas, evite cochilar com o bebê na cama dos pais ou no sofá – é arriscado para ele​.
  • Cuide de você: um bebê bem cuidado precisa de pais minimamente descansados e saudáveis. Não se cobre perfeição na casa ou nas respostas – concentre-se no essencial. E tenha calma: esse período mais puxado vai passar, acredite!

Atividade recomendada

Seu rosto e sua voz são os melhores estímulos agora. Faça contato visual e fale com ele sempre que puder. Brinquedos de alto contraste (preto e branco) também ajudam no desenvolvimento da visão.

2º mês

Nível de Trabalho: Alto🔴

O segundo mês pode trazer um pico de cólicas e irritabilidade no fim do dia, o famoso “hora da bruxa” – muitos bebês choram mais entre 6 semanas e 2 meses de vida​. Esse aumento de choro (às vezes sem causa clara) exige doses extras de paciência dos pais. Por outro lado, vocês já estão mais adaptados à rotina e vão ganhando confiança nos cuidados. E aqueles primeiros sorrisos compensam todo o cansaço! Em resumo, ainda cansa bastante – mas já dá para sentir que aos pouquinhos as coisas melhoram.

Sono

Ainda irregular, porém começando a dar sinais de melhora. O bebê de 2 meses dorme em torno de 14 a 16 horas por dia, mas geralmente não em longos blocos. É comum ele acordar 2 a 3 vezes à noite para mamar ou por incômodo​.

Alguns bebês nessa idade parecem “confundir dia e noite”, tirando longos cochilos diurnos e ficando mais alertas à noite. Paciência – aos poucos o relógio biológico dele vai se ajustar.

Alimentação

Permanece exclusiva em livre demanda.

Seu bebê provavelmente já mama com mais eficiência agora (as mamadas podem ficar um pouco mais curtas e espaçadas do que no primeiro mês). Leite materno exclusivo até 6 meses é o recomendado pela Organização Mundial da Saúde​, então continue oferecendo sempre que ele pedir.

Se estiver usando fórmula, siga as quantidades orientadas pelo pediatra e nunca adicione nada (como cereais) na mamadeira nessa idade. O bebê pode ter um surto de crescimento no fim do 2º mês e querer mamar mais frequentemente por alguns dias – seu apetite dá um salto para acompanhar o crescimento.

Desenvolvimento motor

O controle de cabeça melhora um pouquinho. De bruços, seu bebê já levanta a cabeça e parte dos ombros por alguns segundos​. Movimenta mais os bracinhos e perninhas, começa a dar chutinhos e empurrar quando excitado. As mãozinhas começam a se abrir mais (ele pode até tentar segurar seu dedo por reflexo). A visão também progride: ele acompanha objetos em movimento próximo ao rosto e observa atentamente o rosto de quem fala com ele​.

Desenvolvimento emocional

Por volta de 6–8 semanas, muitos bebês presenteiam os pais com o primeiro sorriso “social” – aquele sorriso gostoso em resposta a você e não só reflexo​. É de derreter o coração! ❤️

Nessa fase, ele também se acalma quando é pego no colo ou ouve sua voz familiar​. Começa a emitir sons além do choro, como pequenos “agu” ou balbucios, especialmente quando alguém interage carinhosamente. Cada vez mais, ele busca contato humano: adora quando conversam com ele, fazem caretas e dão atenção.

Dicas práticas

  • Cólicas e consolo: Se o bebê chora muito no fim da tarde/noite, tente técnicas de conforto: embale-o nos braços, use ruído branco (como som de chuva ou ventilador), experimente a técnica do “charutinho” (enrolar em um cueiro ou manta leve) para deixá-lo aconchegado. Massagens na barriguinha e dobrar as perninhas sobre o abdômen também podem aliviar gases. Lembre que colicazinhas tendem a melhorar após 3-4 meses​ – falta pouco!
  • Interaja bastante: Converse, cante e sorria para seu bebê. Ele está descobrindo o mundo social agora. Repare quando ele sorrir de volta – vale um mini-festival de comemoração em casa 🎉! Essas interações ajudam no desenvolvimento emocional e fortalecem o vínculo.
  • Sono: Mantenha a rotina da noite (luz baixa, ambiente tranquilo). Se possível, crie um ritual breve antes de dormir – por exemplo, banho morno, massagem, colocar pijaminha, amamentar e ninar. Repetir a sequência todas as noites sinaliza que é hora de dormir.
  • Cuide de si também: Você ainda está dormindo pouco e dedicando-se integralmente. Tente encontrar uns minutinhos por dia para algo que relaxe (um banho mais longo, uma caminhada rápida enquanto o bebê fica com alguém de confiança). Pequenos respiros ajudam a manter a sanidade.

Atividade recomendada

Móbiles coloridos e que se movem são ótimos para o desenvolvimento visual e da atenção.

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3º mês

Nível de Trabalho: Moderado🟡

Comparado aos dois primeiros meses, muitos pais consideram que agora fica um pouco mais fácil. O bebê ainda dá trabalho (sim, fraldas e mamadas continuam!), mas ele começa a entretê-los com sorrisos e gracinhas, o que deixa tudo mais leve. Provavelmente vocês já estão mais adaptados à rotina e pegando confiança. As noites podem estar menos interrompidas, o que ajuda bastante o cansaço. Mas não se engane: ainda há desafios – alguns bebês nessa fase passam por um estirão de crescimento e ficam dias querendo mamar/tomar mamadeira a toda hora (exaustivo de novo!), outros podem ter uma “crise de desenvolvimento” perto de 3 meses e ficarem mais manhosos e chorões temporariamente (às vezes chamado de salto). No geral, porém, esse é um período em que os pais costumam curtir mais, pois o bebê está fofo e interativo, ainda sem estar móvel demais (ele não foge 😅). É como o “calmaria” antes do bebê começar a rolar e engatinhar!

Sono

Por volta de 3 meses, muitos bebês começam a dormir por períodos um pouco mais longos à noite – às vezes 4-5 horas seguidas (ou mais, se você der sorte!). Ainda assim, o total diário de sono fica em torno de 14 a 16 horas​. Nesta idade, o padrão de sono pode estar um pouco mais regular e muitos bebês já conseguem fazer um longo intervalo noturno (mesmo que ainda acordem 1 ou 2 vezes para mamar).

Durante o dia, são comuns cochilos curtos após períodos de 1-2h acordado. Alguns bebês ainda acordam de madrugada por fome ou fralda molhada – é normal. De modo geral, as famílias começam a sentir uma leve melhora no sono comparado aos caóticos primeiros meses​.

Alimentação

A recomendação permanece – leite materno exclusivo até 6 meses​. Provavelmente seu bebê mama agora de 3 em 3 horas (mas cada bebê tem seu ritmo; alguns fazem intervalos maiores à noite). Se ele é amamentado, continue em livre demanda. Se está na fórmula, não se esqueça de oferecer água fervida e resfriada em pequenos volumes ao longo do dia, pois fórmulas podem exigir água extra (pediatras geralmente indicam ~700 ml de água/dia nessa idade para bebês de fórmula)​.

Nesta fase, o bebê fica mais eficaz ao mamar – esvazia a mama ou a mamadeira mais rápido do que antes, graças à prática adquirida. Nada de suquinhos ou papinhas ainda; o sistema digestivo dele não está pronto, e o leite supre tudo que ele precisa.

Desenvolvimento motor

Com 3 meses, o bebê está bem mais firme que antes. Já sustenta melhor a cabeça quando segurado sentado. De bruços, consegue se apoiar nos antebraços, levantando cabeça e parte do tronco​. As mãozinhas ficam mais abertas e ele começa a agarrar objetos (ou pelo menos tentar)​.

Nessa idade, muitos bebês descobrem as mãozinhas e os dedinhos – ficam olhando para as mãos e levando-as à boca o tempo todo​. É o jeitinho de explorar o mundo! Pode bater ou chacoalhar um brinquedo colocado na sua frente​. Também pode começar a rolar de lado, embora rolar completamente só ocorra mais adiante.

Desenvolvimento emocional

Agora seu bebê está mais comunicativo e social. Ele sorri bastante quando interagem com ele e pode até soltar gargalhadas se algo o diverte (muitos dão a primeira risadinha por volta de 3 ou 4 meses).

Ele tenta imitar expressões faciais – faça uma careta e veja como ele observa atentamente, talvez tente mexer a boquinha também​. Balbucia sons (“agu”, “bbb”) respondendo à sua voz e adora conversar num diálogo de sons e pausas. Nessa fase, reconhece bem os pais pela voz e aparência​, virando a cabecinha em direção a vocês.

Também percebe quando algo familiar aparece ou some: por exemplo, pode seguir você com o olhar quando sai de seu campo de visão. Essa interação toda torna o bebê bem mais participativo no dia a dia da família.

Dicas práticas

  • Brinque e estimule: Faça tummy time (colocar o bebê de bruços) diariamente por curtos períodos, sempre supervisionado – isso fortalece os músculos do pescoço e tronco para os próximos marcos. Use um tapetinho com brinquedos coloridos; aos 3 meses eles adoram olhar para bonecos, chocalhos e suas próprias mãos.
  • Converse bastante: Continue batendo papo com seu bebê, imitando os sons que ele faz. Se ele disser “ah-goo”, responda de volta – ele vai amar a conversa. Ler historinhas em voz alta (mesmo que ele não entenda) e cantar músicas infantis também ajudam no desenvolvimento da linguagem e no vínculo afetivo.
  • Rotina do sono: Se ainda não implementou, esse é um bom momento para estabelecer um ritual antes de dormir: banho, massagem relaxante, canção de ninar, bercinho. Bebês adoram previsibilidade – isso os faz sentir seguros. Com o tempo, esse ritual sinaliza “hora de nanar” e pode evitar que ele fique elétrico tarde da noite.
  • Vacinas e conforto: Aos 3 meses, o bebê possivelmente já tomou ou vai tomar vacinas importantes (no Brasil, tem doses aos 2 e 3 meses, por exemplo). Fique atento às datas e reações. Dica: após a vacina, uma compressa fria no local da picada e muito colinho ajudam caso ele fique enjoadinho.
  • Aproveite os “respiros”: Se o bebê tirar uma soneca mais longa ou ficar 10 minutinhos se entretendo no móbile, não se sinta culpado por usar esse tempo para você (tomar um café quentinho, ver redes sociais, ou simplesmente não fazer nada!). Pausas recarregam a energia para os próximos cuidados.

Atividade recomendada

Tapetes de atividades com chocalhos e espelhos ajudam o bebê a explorar os sons e a própria imagem.

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4º mês

Nível de Trabalho: Alto/Moderado🔴🟡

Para muitos, o quarto mês traz desafios no sono justamente quando achavam que iam descansar melhor. Lidar com um bebê que volta a acordar várias vezes pode ser desanimador. A boa notícia: geralmente é passageiro​. Fora o sono, essa fase costuma ser gostosa porque o bebê está mais fácil de interpretar (vocês já conhecem bem os sinais de fome, sono, etc.), e ele ainda não engatinha para bagunçar a casa. Ou seja, é trabalhoso, mas recompensador – tem risadas, brincadeiras, e os pais já não se sentem tão perdidos. Um possível novo “trabalho” é a dentição: por volta de 4-5 meses alguns bebês começam a ensaiar nascer dentes (embora o primeiro dente geralmente surja só aos ~6 meses). Isso significa muita babação e coceira na gengiva, e alguns bebês ficam irritadiços ou com dificuldade para dormir por causa disso. Os pais acabam tendo de lidar com babadores encharcados e necessidade de dar mordedores para aliviar. Em resumo, o 4º mês exige jogo de cintura por causa do sono bagunçado e possivelmente dos dentinhos em breve, mas diverte pela interação maior.

Sono

Por volta de 4 meses, o padrão de sono do bebê passa por mudanças. Muitos bebês enfrentam a “regressão do sono” dos 4 meses, que nada mais é que uma mudança no ciclo de sono: eles passam a alternar mais fases de sono leve e profundo, como adultos​. O que isso significa na prática? Um bebê que talvez dormia 5-6 horas seguidas, de repente volta a acordar a cada 2-3 horas 😫.

É um baque para os pais, mas é temporário – geralmente dura uma ou duas semanas. O total de sono diário continua em torno de 14 a 15 horas (a recomendação para bebês de 4 a 12 meses é 12–16h por dia, incluindo sonecas​). Porém, agora dormir a noite toda fica imprevisível. Tenha em mente: essa regressão é sinal de maturação cerebral. Passada essa fase, muitos bebês voltam a fazer noites mais longas. Durante o dia, ele deve tirar 3–4 sonecas ainda.

Alimentação

Seu bebê continua sendo alimentado apenas com leite. Nessa fase, ele pode mostrar curiosidade quando vê os adultos comendo (encara você levando a comida à boca), mas a recomendação é esperar até 6 meses para introduzir sólidos​. O leite materno ou fórmula ainda suprem tudo que ele precisa.

Pode ocorrer um surto de crescimento em torno dos 4 meses, fazendo-o querer mamar mais vezes por alguns dias – siga a demanda dele para manter o ganho de peso adequado. Se você amamenta, talvez note o bebê meio “distráido” no peito às vezes – bebês dessa idade ficam mais alertas ao ambiente, então qualquer barulhinho pode fazê-lo parar de mamar para olhar. Tente amamentar em lugar calmo se ele se distrair muito.

Desenvolvimento motor

Muita coisa nova!

Com 4 meses, o bebê já rola de barriga para cima para a posição de lado, e alguns até conseguem rolar de bruços para de costas. Tenha cuidado extra em trocadores e superfícies altas – eles estão virando com facilidade agora. O bebê dessa idade adora chutar, balançar braços e pernas, e já consegue mirar um objeto e pegá-lo (mesmo que não acerte sempre). A coordenação mão-olho melhora bastante.

Ele segura um brinquedo por alguns segundos e leva imediatamente à boca (tudo vai parar na boquinha nessa fase!). Também consegue sentar com apoio – se colocado sentado com almofadas ou no colo, mantém a cabeça firme e a postura por um tempo​. Ainda precisa de apoio, pois sem ele tombará.

Alguns bebês começam a querer ficar em pé quando seguramos embaixo dos braços – eles esticam as perninhas (mas claro, não aguentam de verdade ainda). É muito gasto de energia explorando o corpo!

Desenvolvimento emocional

Seu bebê de 4 meses está encantado em chamar sua atenção. Ele pode sorrir e balbuciar para ganhar colo ou brincadeira​. Solta gargalhadas quando você faz gracinhas – essa é uma idade divertida, o riso fica fácil! Percebe o tom da sua voz (se você fala bravo ou doce) e pode reagir conforme: uma voz alegre o faz sorrir, uma bronquinha suave pode fazê-lo fazer biquinho.

Estranhar pessoas de fora pode começar nessa fase para alguns bebês (cada criança tem seu tempo). Ele também começa a mostrar preferências: um brinquedo favorito que o faz abrir um sorrisão, ou protestar se você tira algo da mão dele. Está mais expressivo – “conversa” com você com aqueles balbucios (como ba, gu, ma, da). Essa interação toda indica que ele entende que é um ser social e adorável, e está aprendendo a expressar felicidade, aborrecimento, tédio (sim, bebês entediam).

Dicas práticas

  • Sobrevivendo à regressão do sono: Mantenha a calma e consistência. Se o bebê passou a acordar mais, continue seguindo o ritual de sono e tente não criar novos hábitos que depois serão difíceis de tirar (por exemplo, passar a niná-lo no colo até dormir profundamente sempre – depois ele pode “exigir” isso toda noite). Ofereça conforto quando acordar, claro, mas procure colocá-lo no berço ainda sonolento, para que aprenda a re-adormecer. Lembre-se: essa fase não dura para sempre​, logo o padrão de antes tende a voltar.
  • Segurança: Como o bebê já rola, nunca o deixe sozinho em trocadores ou superfícies altas nem por um segundo. Use sempre uma mão apoiando ou coloque no chão/berço se precisar se afastar. Também ajuste o berço para posição mais baixa assim que ele começar a tentar se erguer (alguns bebês conseguem apoiar nos braços para levantar o tronco).
  • Alívio para a gengiva: Se perceber que seu bebê está babando muito, mordendo tudo e irritado, pode ser dente a caminho. Ofereça mordedores (de preferência resfriados na geladeira – nunca congelados, para não machucar). Uma gaze limpa umedecida e geladinha para ele morder também alivia. E redobre a paciência: dentinhos nascendo incomodam bastante alguns bebês.
  • Brincadeiras: Introduza brinquedos próprios para pegar e morder (chocalhos, mordedores de diferentes texturas). Jogue “cadê?/achou!” cobrindo o rosto rapidamente – muitos bebês dão risadas com esse proto-peekaboo. Eles adoram interações simples assim.
  • Mantenha a alimentação adequada: Não ceda à tentação de dar papinha ou suco antes do tempo achando que vai fazê-lo dormir mais (isso é um mito e pode atrapalhar a saúde). Se estiver muito difícil o ritmo de mamadas, converse com o pediatra; mas em geral, essa demanda maior é resolvida com ajuste na quantidade de leite ou simplesmente com o tempo.

Atividade recomendada

Brinquedos texturizados para ele segurar e levar à boca ajudam no desenvolvimento da coordenação motora.

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5º mês

Nível de Trabalho: Moderado🟡

O quinto mês costuma ser lembrado com carinho por muitos pais: o bebê está menos frágil, interage bastante e ainda não exige a correria atrás de um engatinhante. Por outro lado, ele está mais pesado para pegar no colo e cheio de energia – muitos pais sentem os braços doloridos de tanto “voar aviãozinho” ou ajudar o bebê a ficar em pé (eles amam ficar em pé apoiados agora, e nossos braços sofrem 😅). A casa começa a precisar de adaptação, pois ele rola e alcança coisas perigosas (um segundo de distração e lá está ele puxando a toalha da mesa!). O nível de demanda ainda é alto, mas diferente do recém-nascido: agora cansa mais fisicamente (brincar, segurar, vigiar) e menos emocionalmente (já dá para entender melhor o que ele precisa, o choro diminuiu para situações específicas). Também surge um respiro à vista: muitos pais nessa fase conseguem voltar a ter algum tempo pessoal à noite ou encaixar pequenas rotinas, já que o bebê dorme mais previsivelmente. Em suma, ainda dá trabalho – só que agora tem muita diversão junto, o que equilibra.

Sono

Aos 5 meses, o padrão de sono pode começar a ficar mais previsível. Muitos bebês estabelecem 3 sonecas ao dia (manhã, início da tarde e final da tarde) e dormem à noite por 10-11 horas com 1 ou 2 despertares para mamar. O total de sono em 24h costuma ser aproximadamente 14 a 15 horas nessa fase​.

Se o seu bebê passou pela regressão do 4º mês, agora o sono provavelmente estabilizou um pouco.

Ainda podem ocorrer noites ruins (dentes? picos de crescimento?), mas em média os pais relatam um descanso melhor por volta do quinto mês. Alguns bebês podem lutar contra a última soneca do dia, dando sinais que em breve vão passar a fazer só 2 sonecas (transição que geralmente ocorre entre 5 e 7 meses).

Mantenha a rotina – e aproveite se ele está dormindo um pouco melhor: talvez finalmente dê para engatar umas 4–6 horinhas de sono seguidas para você também!

Alimentação

Falta pouco para a introdução alimentar, e seu bebê pode demonstrar curiosidade por comida. Aos 5 meses ele talvez tente pegar algo do seu prato ou imitar a mastigação ao ver vocês comerem. Mas ainda não é hora – continue com aleitamento materno exclusivo até completar 6 meses​.

É comum nessa fase o bebê dar sinais de prontidão (sentar com apoio, interesse em alimentos, levar objetos à boca), o que indica que em breve estará pronto para papinhas. Vá se informando sobre como será a introdução de alimentos sólidos no próximo mês: planeje com o pediatra e leia sobre papinhas ou BLW (Baby-Led Weaning) para decidir o método que usará.

Enquanto isso, mantenha as mamadas. Se seu bebê faz fórmula, provavelmente as quantidades por mamada aumentaram conforme peso/idade – verifique com o pediatra o volume adequado. Lembre: leite (materno ou fórmula) continua sendo o alimento principal e exclusivo.

Desenvolvimento motor

Mês de conquistas!

Com 5 meses, a maioria dos bebês rola com facilidade de barriga para cima para barriga para baixo (alguns já rolam nos dois sentidos, então ele pode atravessar um cômodo rolando 😅). Adora ficar de pé com apoio – se você segurar pelas axilas, ele firma bem as perninhas e faz força para quicar. Senta com apoio e muitos já conseguem se manter sentados por uns segundos sem apoio (sob supervisão, cercado de almofadas caso tombe).

A coordenação manual refina: ele transfere brinquedos de uma mão para a outra, bate dois objetos juntos, puxa seu cabelo ou seu óculos com destreza surpreendente. Coloca tudo na boca, pois é assim que explora textura e forma.

Nessa fase, alguns bebês começam a se arrastar um pouquinho para alcançar objetos (ainda não é engatinhar de fato, mas eles se esforçam empurrando com os pés ou puxando com as mãos).

Ah, e atenção: muitos bebês com 5 meses levam os pés à boca – sim, descobrem que são flexíveis e chupar o próprio dedão do pé vira a atividade favorita durante as trocas de fralda!

Desenvolvimento emocional

Aos 5 meses, seu bebê já reconhece quando é chamado pelo nome – pode virar a cabeça quando ouve vocês dizerem o nome dele em meio a uma conversa​. Ele demonstra melhor o que quer e sente: por exemplo, pode levantar os bracinhos para ser pego no colo e chorar quando vocês saem do campo de visão​ (começo de uma leve ansiedade de separação).

Já diferencia bem rostos familiares de estranhos e pode estranhar pessoas não tão próximas, fazendo cara séria ou chorosa no colo de alguém que não vê com frequência. Na “conversa”, ele balbucia sílabas repetidas como “bababa” ou “dadada” (ainda sem associar a pai ou mãe), e adora quando vocês respondem e repetem esses sons para ele.

Demonstra gostos: tem brinquedos preferidos e pode protestar com um resmungo bravo se você tira um objeto que ele queria. Também demonstra alegria claramente – dá risadas altas, balança pernas e braços animado quando brincam de algo que gosta.

É impressionante como a personalidade dele começa a transparecer mais!

Dicas práticas

  • Preparando a introdução alimentar: Use este mês para aprender sobre como oferecer os primeiros alimentos. Separe pratinhos, talheres de silicone, cadeirão ou booster de alimentação. Combinar antecipadamente com o pediatra o dia que iniciarão (geralmente ao completar 6 meses) ajuda. Leia sobre sinais de prontidão: sentar com apoio, interesse em comida, perder o reflexo de empurrar com a língua. Se possível, participe de um curso rápido ou leia guias confiáveis sobre papinhas/baby-led weaning, para já começar bem informado.
  • Casa à prova de bebês: Seu bebê logo vai se locomover (seja rolando, rastejando ou engatinhando). Então já comece a baby-proofing: instale protetores nas tomadas, tire do alcance objetos quebráveis ou cortantes, use travas em armários baixos que contenham produtos de limpeza/remédios. Não deixe sacos plásticos, moedas ou peças pequenas ao alcance (eles levam tudo à boca!). Melhor adiantar esses preparativos agora do que correr depois.
  • Brincadeiras que estimulam: Por estar curioso e ativo, ofereça brincadeiras desafiadoras: deixe brinquedos um pouquinho fora do alcance para incentivá-lo a rolar ou se esticar. Brinque de esconder um objeto debaixo de uma fraldinha e veja se ele tenta procurar (alguns já entendem o jogo de procurar). Leia livrinhos com figuras grandes e coloridas – ele pode não entender a história, mas vai amar as ilustrações e a sua voz narrativa.
  • Lidando com ansiedade de separação inicial: Se notar que seu bebê chora quando você sai do quarto, comece a acostumá-lo gradualmente. Brinque de “cadê mamãe? Achou!” cobrindo o rosto e mostrando de novo, para ele aprender que as coisas que somem voltam. Quando precisar sair, fale com tom tranquilo “mamãe já volta” e se despeça rapidamente (fazer muito drama pode deixá-lo mais aflito). Com o tempo, ele aprende que você sempre retorna.
  • Cuide da sua coluna: Agora que o bebê pesa bem mais, atenção à postura ao pegá-lo no colo ou abaixar para o chão. Flexione os joelhos em vez de curvar a coluna. Se estiver difícil balançá-lo para dormir por muito tempo, tente sentar numa cadeira e embalá-lo no colo. Usar um bom canguru ou sling ergonômico pode ajudar a carregá-lo sem forçar tanto as costas – e muitos bebês de 5 meses adoram ficar explorando o mundo no sling enquanto você tem mãos livres.

6º mês

Nível de Trabalho: Alto (mas diferente)🔴

Agora entra uma nova dimensão de trabalho: a alimentação. Introduzir papinhas requer tempo (preparar comidinhas saudáveis), paciência (muita sujeira e cuspes de comida) e dedicação para ensiná-lo a comer. É recompensador vê-lo descobrir sabores, mas dá trabalho. Além disso, o bebê está bem mais móvel – os pais precisam redobrar a vigilância para evitar acidentes. Ele pode se virar e cair da cama num piscar de olhos, ou engatinhar até o pote de ração do pet se você bobear. A ansiedade de separação pode deixar essa fase emocionalmente desgastante: muitos bebês de 6-7 meses choram se a mãe sai de perto por um minuto, tornando difícil até tomar banho ou cozinhar sem escutar um chorinho sentido. Isso exige que os pais administrem tarefas com um bebê agarrado ou solicitando atenção constante.

Por outro lado, algumas coisas ficam mais fáceis: muitos nessa idade já dormem melhor à noite (ufa!), e entrar numa rotina de alimentação/sonecas torna o dia a dia mais organizado. Em resumo, o “trabalho” muda de forma – sai um pouco o exaustivo ciclo interminável de mamadas e entra a fase de entretenimento e proteção ininterrupta, além das novas tarefas de preparar papinha e limpar a bagunça pós-refeição. Ufa!

Sono

Com 6 meses, muitos bebês já têm um padrão de sono mais definido: cerca de 14 horas no total por dia, sendo 9 a 11 horas à noite (podendo ou não acordar para mamar) e o restante dividido em 2 a 3 sonecas diurnas​​.

É comum nessa idade o bebê tirar duas sonecas mais longas (manhã e início da tarde) e talvez uma sonequinha curta no fim da tarde. Porém, cada bebê é único – alguns já abandonam a terceira soneca naturalmente.

De modo geral, o sono noturno tende a ser mais prolongado e consolidado agora​. Isso não significa que todos dormem a noite inteira – acordar 1 ou 2 vezes é normal aos 6 meses​. Alguns acordam por hábito de mamar, outros por dentes nascendo ou saltos de desenvolvimento.

A boa notícia: o ritmo biológico já está instalado, então o bebê distingue bem dia e noite e (tomara!) deixa os pais descansarem um pouco melhor.

Alimentação

Grande marco: por volta dos 6 meses completos, inicia-se a alimentação complementar! 🎉

A introdução alimentar deve começar aos 6 meses
Prepare-se para uma fase de muita bagunça e sujeira!

Além do leite (que continua importante), o bebê agora passa a experimentar outros alimentos – papinhas ou pedaços macios de frutas, legumes, cereais e carnes, conforme a orientação pediátrica.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria e OMS é manter o leite materno como base da dieta e introduzir gradualmente os sólidos, sem sal nem açúcar no começo. Espera-se começar com 1 refeição de comida ao dia e ir aumentando para 2 e 3 ao longo dos próximos meses.

É um período de bagunça deliciosa: prepare o babador e a câmera para registrar caras e bocas ao provar cenoura, maçã, batata-doce etc. 😉

Importante: continue com amamentação em livre demanda; o leite ainda fornece a maior parte dos nutrientes enquanto o bebê aprende a comer. Se ele toma fórmula, o pediatra pode ajustar a quantidade conforme as novas refeições. Ah, e nada de leite de vaca ainda (só após 1 ano).

Lembre de oferecer água filtrada/fervida em copinho ou garrafinha durante as refeições sólidas, pois agora ele começa a precisar de água extra.

Desenvolvimento motor

Aos 6 meses, seu bebê está mestre em rolar para todos os lados​. Não dá mais para virar as costas!

Ele provavelmente consegue sentar com pouco apoio: inicialmente apoia as mãos à frente (posição de tripé)​, e com o tempo fica sentado sem as mãos. Muitos nessa idade já sentam sozinhos por alguns minutos – embora tombem se se virarem rápido. Ele pega objetos com precisão e pode conseguir segurar dois brinquedos, um em cada mão.

Se você oferecer um terceiro objeto, é capaz de soltar um da mão para pegar o novo – sinal de coordenação avançando.

Outra habilidade comum do 6º mês é o apoio de quatro: alguns bebês empinam o bumbum ficando de joelhos e mãos no chão, balançando para frente e para trás. Estão ensaiando engatinhar (alguns engatinham logo, outros só mais tarde ou pulam direto para andar). Também podem se arrastar de ré ou para frente.

Qualquer coisinha agora vira apoio para tentar ficar em pé – se estiver no berço, ele pode segurar as bordas e querer se levantar (por isso, já baixe o estrado do berço se não fez!).

Em resumo: ele está muito ativo e forte, explorando cada canto ao alcance.

Desenvolvimento emocional

Prepare o coração: por volta de 6-7 meses muitos bebês começam a demonstrar ansiedade com estranhos e separação.

Seu filho agora reconhece perfeitamente quem são as pessoas próximas; se alguém desconhecido pegar ele no colo de repente, pode abrir o berreiro de susto. Quando não vê você ou o outro cuidador principal, pode chorar sentindo falta​. Isso é normal – significa que ele tem apego saudável a vocês e está desenvolvendo noção de permanência dos objetos (entende que algo continua existindo mesmo quando não vê, e aí sente saudade)​.

Nessa idade, ele também interage muito: tenta imitar sons (se você faz “au au”, ele pode responder “a-au”), faz “brrr” com os lábios, adora brincadeiras de esconde-achou e de bater palminhas (alguns já batem palmas ou dão tchauzinho perto dos 7-8 meses). Também pode demonstrar frustração – por exemplo, ficar bravo quando um brinquedo rola para longe do alcance.

Os sinais de vontade própria ficam mais claros: ele pode escolher um brinquedo específico, empurrar comida que não quer mais, etc. No convívio, mostra afeto encostando a cabecinha em você, abrindo os braços para colo e até dando uns “beijinhos babados” (eles encostam a boca aberta na sua bochecha 😅 – é carinho, eu juro!).

Em suma, seu bebê agora é um ser social ativo: aprende com as reações das pessoas e manifesta amor, medo, curiosidade e descontentamento.

Dicas práticas

  • Introdução alimentar sem stress:com calma. Comece com alimentos simples (um purê de legumes ou fruta amassadinha) e observe possíveis alergias introduzindo um alimento novo por vez. Não se preocupe com quantidade – no início é mais sobre o bebê explorar sabores e texturas do que comer de fato. Deixe-o tocar a comida, mesmo que faça lambança. Torne as refeições um momento positivo: sorria, incentive, mas sem forçar caso ele rejeite algo (tente novamente outro dia, é normal estranhar no começo). E mantenha o leite antes ou depois da papinha, como orientação do pediatra – ele ainda precisa do leitinho.
  • Segurança na hora de comer: Sempre supervisione o bebê enquanto come. Aos 6 meses, ofereça alimentos em consistência adequada (amassados ou em pedaços macios do tamanho do punho dele, caso esteja fazendo BLW) para evitar engasgos. Tenha à mão os contatos de emergência e conheça as manobras de engasgo para lactentes (por precaução). Evite completamente alimentos perigosos como pedaços duros (cenoura crua, por exemplo) e coisas redondas escorregadias (uvas inteiras, amendoins).
  • Lidando com o grude (ansiedade de separação): Jogue bastante esconde-esconde com objetos e com você mesma para ele treinar a ideia de que as coisas voltam. Quando precisar sair de perto, continue falando/singing para que ele saiba que você está por perto, mesmo em outro cômodo – isso pode acalmá-lo. Se ele engatinhar atrás de você pela casa, saiba que é a forma dele se assegurar de que está tudo bem. Nos momentos em que ele ficar muito choroso ao se separar, tente não demonstrar tensão – despesse com um beijo, diga que volta logo, e saia. Isso ensina que é normal se separar por um tempinho. Com o tempo (e com desenvolvimento cognitivo) isso melhora​.
  • Brincadeiras para essa fase: Aproveite que ele quer participar de tudo. Dê potinhos de plástico, colheres e panelinhas para brincar na cozinha perto de você (supervisionado, sem peças pequenas) – ele bate, faz barulho e se diverte enquanto você prepara algo. Brinque de “cadê o bebê?” na frente do espelho (cubram o espelho e revelem de repente). Ofereça brinquedos que estimulem causa e efeito, como aqueles com botões que tocam música ou blocos para bater um no outro. Isso entretém e desenvolve coordenação.
  • Cuidados com os dentes: Se já despontou algum dentinho (o primeiro normalmente é um incisivo inferior, por volta de 6-8 meses), pergunte ao pediatra sobre início da higiene bucal. Geralmente recomenda-se limpar os dentinhos com uma dedeira de silicone ou gaze molhada após as refeições. Acostumar cedo à higiene bucal ajuda a prevenir cáries de mamadeira no futuro.
  • Não se cobre demais: Essa fase é cheia de novidades e pode ser estressante tentar “dar conta” de tudo (papinhas perfeitas, casa em ordem, bebê estimulado, etc.). Foque no básico: bebê alimentado, seguro e amado. O resto vai se ajeitando. E não hesite em pedir ajuda – seja para alguém cozinhar algo para vocês ou olhar o bebê enquanto você descansa após uma noite mal dormida.

Atividade recomendada

Copos de treinamento e talheres de silicone são aliados na hora da alimentação. Brinquedos mordedores também aliviam o incômodo dos dentes nascendo.

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7º mês

Nível de Trabalho: Moderado🟡

Agora o bebê não fica mais parado onde você o deixou – começa a exploração! Os cuidadores viram “guarda-costas” em tempo integral: olhos sempre atentos, pois ele pode engatinhar para a escada, puxar o fio do abajur, tentar escalar a estante… É uma fase cansativa fisicamente, pois os pais correm atrás do bebê e frequentemente têm de rearranjar a casa para protegê-lo (a famosa cena: levantar e tirar do alcance 50 vezes os mesmos objetos que o bebê insiste em pegar).

Além disso, a ansiedade de separação costuma atingir um pico entre 8-10 meses, então já vai se intensificando aqui – muitos bebês grudam na mãe ou pai e choram se outra pessoa tenta cuidar. Isso pode ser desgastante, pois às vezes nem o outro membro do casal consegue consolar, o bebê só quer “aquele” adulto específico.

A introdução alimentar ainda está no início, então os pais estão aprendendo a lidar com a sujeira e com a imprevisibilidade (dia ele come bem, no outro cospe tudo). E se não bastasse, possivelmente nascendo dentes – os incisivos superiores costumam apontar lá pelo 8º mês, causando incômodo e noites mal dormidas novamente.

Ufa! Em contrapartida, essa fase também traz muita alegria: o bebê engatinhando vira um companheirinho que segue vocês pela casa, as brincadeiras são mais divertidas, ele dá risadas espontâneas e é extremamente fofo nas descobertas. Os pais se derretem vendo tanta evolução de um mês para outro. Então sim, dá trabalho – mas é aquele trabalho que enche o coração (e deixa as costas doloridas!).

Sono

A partir dos 7 meses, muitos bebês consolidam 2 sonecas diurnas (manhã e tarde), pois aguentam mais tempo acordados. Se o seu ainda tira 3 sonecas, tudo bem – logo ele vai esticar mais o período acordado. O total de sono diário permanece em torno de 14 horas.

À noite, a maioria dorme algo entre 10 a 12 horas (ainda com 1 despertares em alguns casos). Uma mudança possível: alguns bebês começam a acordar mais cedo de manhã conforme dormem melhor à noite – se antes iam até 7h, podem passar a despertar às 6h cheio de energia. É a vida de pai e mãe, né 😅.

Importante: entre 7 e 9 meses pode ocorrer mais uma regressão de sono, ligada à ansiedade de separação e marcos motores. O bebê aprende a sentar, engatinhar ou ficar em pé e de repente quer praticar isso de madrugada, ou sente falta dos pais e chora à noite​ . Se notar uma piora do sono nessa fase, pode ser isso. Mantenha a rotina e ofereça segurança – costuma ser temporário também.

Alimentação

Aos 7 meses, o bebê já deve estar fazendo duas refeições sólidas por dia (almoço e fruta, por exemplo) e caminhando para três. O leite materno ou fórmula continua sendo dado várias vezes ao dia (geralmente ao acordar, entre refeições e antes de dormir).

Nessa fase, introduza novos alimentos e texturas: gema de ovo cozido, carnes desfiadas ou em purê, novos vegetais e frutas variadas. Ele começa a ter suas preferências – pode adorar manga e fazer careta para o chuchu 😅.

Siga oferecendo de tudo, mesmo o que ele rejeita inicialmente (às vezes é preciso 8-10 tentativas em dias diferentes para o bebê aceitar um novo sabor). A consistência das papinhas pode ir aumentando gradativamente (de lisa para amassada com pedacinhos) para incentivá-lo a mastigar. Se estiver fazendo o método participativo (BLW), ele talvez já consiga pegar alguns pedaços de comida sozinho e levar à boca, especialmente coisas fáceis de segurar como um pedaço de brócolis cozido ou uma fatia de mamão sem casca.

Ah, e já pode oferecer água no copinho livremente durante o dia (além das refeições), pois ele já tem quase 2 meses de introdução alimentar.

Desenvolvimento motor

O marco clássico dessa fase é o engatinhar – muitos bebês iniciam entre 7 e 8 meses. Se o seu bebê já engatinha, descubra a casa junto com ele!

Se ainda não, provavelmente ele se arrasta ou rebola para se mover, e senta sem apoio com firmeza​. Sair da posição sentada para engatinhar e vice-versa é o treino do momento. Ele consegue também transferir objetos de uma mão para a outra facilmente e faz a maior bagunça jogando coisas no chão. Adora descobrir causa e efeito: jogar um brinquedo e ver você pegar (e ele torna a jogar de novo – um divertido passa-tempo para ele, cansativo para você 😅).

A coordenação fina melhora a cada dia: logo mais ele terá a pinça (dedão + indicador) para pegar coisas pequenas, mas por enquanto pega usando toda a mão. Também é forte: segura em você e se puxa para ficar de pé se estiver no seu colo ou ao lado de um móvel baixo.

Muita atenção nessa fase com tombos e batidas, pois eles são rápidos e destemidos.

Desenvolvimento emocional

Com 7 meses, seu bebê compreende algumas palavras e entonações. Provavelmente entende o “não” – embora não necessariamente obedeça 😅, mas sabe pelo seu tom que algo não deve ser feito​. Entende também o próprio nome e palavras como “mamãe”, “papai”, “água” (mesmo que não fale ainda).

Percebe emoções pelo tom de voz: se você fala bravo, ele pode fazer carinha séria ou chorar; se você ri, ele ri também​. Nessa fase, muitos bebês ficam mais seletivos com estranhos – se não via o vovô com frequência, pode chorar no colo dele até se acostumar de novo.

Em contrapartida, pode demonstrar muito apego e graça com familiares próximos: estende os braços pedindo colo pra quem convive diariamente, faz festinha quando o pai chega do trabalho (bate pernas, dá gritinhos de alegria).

Também manifesta gostos: por exemplo, pode ter um brinquedo preferido e ficar eufórico quando o vê. A comunicação avança: além de balbuciar sílabas, ele começa a imitar gestos simples, como dar tchau (abre e fecha a mãozinha) ou balançar a cabeça (embora possa ser só brincadeira, não necessariamente dizendo “não” conscientemente). Você notará que ele observa suas reações – por exemplo, se ele faz algo como bater na mesa, pode olhar para você esperando sua resposta. Isso significa que está entendendo que suas ações provocam reações nos outros.

Esperteza pura!

Dicas práticas

  • Rotina e limites simples: Bebês nessa idade testam limites (é natural). Se ele vai mexer onde não pode, diga firmemente “não” e redirija a atenção dele para um brinquedo ou outro local. Ele pode chorar frustrado, mas mantenha a calma e seja consistente – é assim que começam a entender regras. Claro, sem esperar obediência total de um bebê, mas plante a semente.
  • Crie um ambiente seguro de exploração: Em vez de dizer “não” o dia inteiro, é menos estressante deixar a casa segura para que ele explore livremente. Use portões para bloquear cozinhas/escadas, coloque objetos perigosos fora do alcance e deixe alguns armários baixos apenas com potes plásticos para ele abrir e tirar coisas (eles amam esvaziar gavetas). Assim você não precisa policiar cada movimento e ele gasta energia explorando.
  • Brinque junto no chão: Reserve momentos para ficar no chão com seu bebê, engatinhando junto, brincando de bola (role a bola para ele e incentive rolar de volta), de esconde-esconde atrás do sofá, etc. Isso não só estimula o desenvolvimento motor e cognitivo, como também cansa ele (o que pode ajudar a dormir melhor!).
  • Socialização gradual: Se o bebê estranha muito outras pessoas, tente socializar aos poucos. Deixe-o no seu colo enquanto o visitante interage de longe primeiro. Depois, passe-o para o colo do visitante por poucos minutos e pegue de volta antes que ele chore, para ele ver que o colo “estranho” não é permanente. Aos poucos, ele tende a aceitar ficar um pouquinho com outros familiares.
  • Cuide de você e do casal: Com o bebê superativo e grudado, é fácil os pais ficarem exaustos e sem tempo para nada. Tente, se possível, turnos de descanso – por exemplo, um cuida do bebê por uma hora enquanto o outro faz algo pessoal, depois trocam. Se tiverem rede de apoio, usar nem que seja 1-2h na semana para os pais saírem ou descansarem faz diferença. Um bebê de 7 meses em boa rotina pode já permitir que os pais tenham uma noite (relativamente) tranquila para jantar juntos em casa mesmo, após ele dormir. Esses respiros são importantes para manter o bem-estar.

Atividade recomendada

Túneis de brinquedo e almofadas de espuma incentivam o bebê a engatinhar e fortalecer os músculos.

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8º mês

Nível de Trabalho: Muito alto🔴🔴🔴

Possivelmente uma das fases mais intensas do primeiro ano.

Aos 8 meses, o bebê exige atenção constante: se antes você o deixava 5 min brincando e ia beber água, agora talvez ele engatinhe atrás de você choramingando porque não quer ficar só. Ou, se fica brincando, é questão de segundos até estar metido em alguma travessura potencialmente perigosa.

O nível de cansaço dos pais volta a subir, pois você precisa estar 100% presente o tempo todo (fisicamente e mentalmente). Muitos relatam que mal conseguem tomar banho sem ouvir choro, ou que o bebê escalador tenta subir nas coisas e se machuca se você piscar. Além disso, se o sono noturno desandou por conta da ansiedade de separação, os pais podem voltar a ficar privados de sono – a essa altura do campeonato, isso pesa.

Em resumo, é um período em que o bebê dá bastante trabalho em segurança, vigilância e demanda afetiva. Por outro lado, é tão gratificante vê-lo engatinhar pela primeira vez, dizer “mamama” querendo você, dar tchauzinho… Esses marcos amolecem nossos corações cansados. E vale lembrar: essa super dependência tende a melhorar nos próximos meses quando ele ganhar confiança. Até lá, segure firme!

Sono

O oitavo mês costuma trazer turbulências no sono para muita gente. Isso porque do 8º ao 9º mês ocorre um pico de ansiedade de separação e um salto de desenvolvimento (engatinhar, sentar, etc.), o que resulta num bebê que luta mais para dormir e acorda mais vezes à noite chamando pelos pais​. Sim, pode ser cansativo – alguns chamam de “regressão dos 8 meses”.

A boa notícia: entendendo o que é, fica mais fácil lidar. Mantenha a rotina consistente. Se ele acordar chorando muito, vá até ele, acalme-o (talvez ele tenha se levantado no berço e não sabe deitar de novo), mas tente não criar novos hábitos difíceis de tirar depois (por exemplo, levá-lo para sua cama toda noite – a menos que essa seja a estratégia do seu estilo parental).

Quanto às sonecas, muitos bebês já estão firmes em 2 sonecas diárias nessa idade. O total de sono permanece na faixa de 13 a 14 horas por dia.

Passada essa fase de agitação, muitos bebês voltam a dormir melhor.

Dica: dentinhos (incisivos superiores) costumam nascer por volta de 8-9 meses, o que também pode atrapalhar o soninho – observe se há gengivas inchadas e ofereça alívio (mordedores, gelinhos de camomila, etc.) antes de dormir.

Alimentação

Agora seu bebê está virando um pequeno explorador gastronômico. Aos 8 meses, geralmente fazem 3 refeições por dia (fruta de manhã/tarde e papinha salgada no almoço – algumas famílias introduzem também jantar).

O cardápio já inclui cereais, tubérculos, legumes, verduras, carnes, ovos e frutas – ou seja, a dieta vai se parecendo com a da família, só que adaptada (sem sal exagerado, sem açúcar, tudo bem macio). Muitos bebês começam a desenvolver a preensão em pinça nesse mês, então você pode oferecer pedacinhos pequenos de comida para ele tentar pegar entre o dedinho e polegar (ex.: pedacinhos de banana picada, ervilha levemente amassada). Sob supervisão, claro. Ele provavelmente ama comer sozinho com as mãos, mesmo que amasse tudo. Deixe-o tentar – isso faz parte do aprendizado.

Não se espante se o apetite dele oscilar: durante picos de desenvolvimento ou dentição, alguns comem menos; depois recuperam.

Continue oferecendo leite materno ou fórmula em torno de 3 a 5 vezes ao dia. Conforme os sólidos aumentam, a frequência das mamadas pode reduzir um pouco, mas o leite ainda é importante (cerca de 500ml/dia se fórmula, ou livre demanda se peito). Lembre de evitar mel (só após 1 ano) e alimentos não recomendados antes de 1 ano (leite de vaca puro, frutos do mar alergênicos, etc., salvo orientação do pediatra).

Desenvolvimento motor

Oito meses é pura aventura!

A maioria dos bebês está engatinhando (seja do jeito tradicional de joelhos e mãos, seja se arrastando tipo “militar” ou rolando – cada um inventa uma moda para se locomover). Muitos já puxam para ficar de pé segurando móveis​, e alguns até começam a dar passinhos de lado apoiados (movimento de “cruzeiro” agarrado ao sofá). É hora de revisar a segurança da casa: coloque travas em gavetas e proteção em quinas, pois eles vão explorar tudo.

A coordenação fina melhora a olhos vistos: ele usa o indicador para apontar e cutucar objetos (adoram apertar botões, furos, buraquinhos). Talvez ele já faça a pinça com destreza, pegando migalhinhas do chão (opa, cuidado redobrado com sujeiras e coisas pequenas!). Nessa fase eles também gostam de empilhar (ou melhor, derrubar) blocos, colocar e tirar objetos de recipientes e brincar de bater palmas. Se você der as duas mãos e o orientar, ele pode tentar ficar em pé e dar uns passos – mas ainda precisa de muito apoio e confiança.

Fisicamente, é uma fase de muita prática e isso pode deixá-lo até meio cansado/inquieto para dormir, pois quer treinar a nova habilidade sempre que pode.

Desenvolvimento emocional:

Essa fase marca o ápice da “mamãezite/papaizite”: o bebê de 8 meses costuma ser muito apegado e pode chorar vigorosamente ao ser separado do cuidador principal​. É algo normal do desenvolvimento emocional e vai melhorar lá pelo fim do primeiro ano, mas enquanto acontece, parte o coração (e cansa) dos pais.

Ele também demonstra ciúmes: se você der colo para outra criança, pode ser que reclame.

Em contrapartida, dá e pede muito carinho – abraça apertado, faz festinha quando te reencontra após algumas horas, encosta o rosto em você de propósito (um chamego fofo). Nas interações sociais, ele entende brincadeiras simples: por exemplo, a clássica de jogar objetos no chão para você pegar – ao ver sua reação, cai na risada e repete, virando um jogo.

Já responde a comandos tipo “cadê a bola?” (pode olhar/procurar) e procura ativamente pessoas conhecidas quando você pergunta (“onde tá o papai? olha lá!” e ele vira para procurar)​. Também começa a obedecer comandos simples acompanhados de gestos – ex.: se você estende os braços e diz “vem”, ele pode engatinhar até você; ou se diz “dá tchau” acenando, ele balança a mão (às vezes faz depois da pessoa já ter ido embora, mas faz 😆).

A forma de expressar descontentamento fica mais clara: ele pode fazer birrinha (arquear as costas, jogar o corpo para trás) se está irritado ou se você tira algo que ele queria. São prévias dos “terrible two” no horizonte, mas por enquanto é tudo bem inocente e fácil de distrair.

Dicas práticas

  • Intensifique a babyproofing: Esse é o momento de checar novamente a casa: portões de segurança nas escadas, protetores de quina nos móveis baixos, travas em vasos sanitários, baldes sempre vazios ou fora de alcance (afogamento pode ocorrer em poucos cm de água!). Mantenha fios de carregadores e cortinas presos e altos. Remova mesinha de centro de vidro (bebês instáveis podem cair em cima). Revise mesmo – acidentes domésticos são comuns nessa idade pela curiosidade e mobilidade do bebê.
  • Tenha um “quartinho do pânico”😅: Ou seja, um espaço 100% seguro onde você possa colocar o bebê quando precisar de um respiro e saber que lá nada vai acontecer. Pode ser um chiqueirinho / playpen cheio de brinquedos, ou deixar um cômodo todo protegido. Assim, quando você estiver exausto ou precisar atender o telefone, coloca-o lá alguns minutos. Ele pode reclamar, mas estará seguro enquanto você recupera o fôlego.
  • Brinque de esconde-esconde (de verdade): Agora ele engatinha, então transformem isso em brincadeira! Esconda-se atrás do sofá e chame: “Cadê a mamãe?” Ele virá te procurar engatinhando e você aparece fazendo festa – eles adoram! Esse tipo de brincadeira reforça para ele que mesmo você saindo, volta (bom para a ansiedade de separação) e gasta a energia física que ele tem de sobra.
  • Ensine gestos e sinais: Bebês nessa idade aprendem muito por imitação. Ensine acenos como “tchau”, “vem cá” e até baby sign (librinho para bebês) para “mais”, “acabou”, “água”. Eles podem não fazer imediatamente, mas estão absorvendo. Quando aprendem, esses sinais ajudam a comunicar necessidades, reduzindo um pouco a frustração (por exemplo, ele faz sinal de “mais” para pedir mais comida).
  • Cuide da vida do casal/familiar: Com um grude desses, os pais quase não têm tempo a sós. Tente reservar ao menos um tempinho após o bebê dormir para conversarem ou verem uma série juntos – em vez de já mergulhar em tarefas da casa ou pegar no sono de cansaço (embora às vezes dormir seja prioridade, sim!). Se puderem contar com avós/tios para babysitting nessa fase crítica, mesmo que o bebê chore um pouco na sua ausência, pode ser saudável para vocês recarregarem as energias. Lembre-se: pais descansados = pais mais pacientes e felizes, e isso beneficia o bebê também.

9º mês

Nível de Trabalho: Alto🔴

Aos 9 meses, os pais já são experts no próprio bebê – sabem decifrar choros, têm rotinas estabelecidas, e isso traz certa facilidade. Porém, o bebê está tão ativo e curioso que o cansaço físico é real. Você vira uma mistura de personal trainer (correndo atrás dele), bombeiro (salvando ele de encrencas) e mestre cuca (preparando comida saudável) todos os dias.

Se antes dava para deixá-lo no tapete e ler e-mails por 10 minutos, agora se tirar os olhos ele pode estar lambendo o pé do cachorro (hahahaha!). Então a supervisão é integral, o que esgota mentalmente.

Além disso, se ele ainda acorda de madrugada por qualquer razão (dente, saudade, sede), aquele soninho picado dos pais continua… A maioria dos pais nessa fase relata cansaço, mas muitos também dizem que estão mais confiantes e até mais tranquilos comparado ao início – afinal, sobreviveram 9 meses! 😄

Há uma sensação de “já passei por tanta coisa e meu bebê está bem, então dou conta dos próximos desafios”. Isso ajuda a enfrentar as peripécias diárias. Em resumo: dá trabalho sim (talvez até mais que meses atrás, pela parte física), mas a experiência adquirida e a diversão que o bebê proporciona fazem os pais tirarem de letra (na medida do possível!).

Sono

Se vocês sobreviveram ao oitavo mês, possivelmente agora o sono começa a entrar nos eixos novamente (até a próxima fase 🙈).

Aos 9 meses, muitos bebês voltam a dormir melhor à noite – possivelmente 10-12 horas noturnas, com 1 despertar ou até nenhum em alguns casos. Durante o dia, tendem a fazer 2 sonecas (uma de manhã e outra à tarde) e talvez um cochilo curto tardio se necessário, mas muitos já se contentam com duas.

O total de sono ainda fica em torno de 13-14 horas/dia. Contudo, nessa idade dentes estão nascendo (muitos bebês estão com 4 dentinhos agora ou prestes a romper mais), e a angústia de separação ainda pode afetar as noites – alguns bebês nessa fase acordam chorando pedindo companhia.

Além disso, eles aprendem tanta coisa (engatinhar rápido, ficar em pé sozinho) que às vezes, no meio da noite, resolvem treinar habilidades no berço 😅. É fofo mas pode te deixar de cabelo em pé às 3h. A dica de ouro é: mantenha a rotina consistente de sonecas e sono noturno. Uma rotina previsível (horários relativamente fixos de soneca e cama) ajuda muito o bebê dessa idade a regularizar o sono​.

Caso ele acorde e não se acalme, vá até lá com calma, tente não estimular muito (iluminação mínima, contato tranquilo) e ajude-o a deitar novamente se estiver sentado/de pé no berço. Logo ele deve voltar a dormir.

Alimentação

Com 9 meses, o bebê já faz três refeições diárias de comida e possivelmente um lanchinho extra (algumas famílias introduzem um lanche da tarde além da fruta da manhã, por exemplo). O leite materno ou fórmula fica geralmente 3-4 vezes ao dia (pode ser manhã, antes das sonecas e noite).

É um período de transição em que, pouco a pouco, a comida sólida assume um papel maior na nutrição. Seu bebê talvez esteja comendo pedaços macios amassados e alguns sólidos leves sozinho – a coordenação de pinça (polegar e indicador) geralmente surge por volta de 9 meses, permitindo pegar coisas pequenas como um cereal ou pedacinhos de legumes. Aproveite para oferecer comidas variadas e estimular a autonomia dele em se alimentar (mesmo que faça bagunça, deixá-lo segurar a colher ou pegar comida com a mão o ajuda a desenvolver habilidade e confiança).

Cuidado redobrado com engasgos: nunca deixe o bebê comer sem supervisão. A essa altura, ele já pode estar experimentando temperos leves (ervas, cebola, alho na comidinha) e diferentes texturas – isso ajuda a formar um bom paladar. Mantenha os alimentos saudáveis e evite adicionar sal/suco/açúcar. Se ele tiver ficado seletivo (alguns bebês começama “frescurinha” para comer perto de 1 ano), continue oferecendo e dando bom exemplo comendo junto.

Desenvolvimento motor

Nove meses é aquela fase em que, se você piscar, o bebê escalou a estante ou subiu um degrau da escada! 😅 Eles estão extremamente ágeis. Engatinham com velocidade pela casa toda. Muitos já ficam de pé sozinhos segurando nos móveis e fazem o chamado “cruising” (andar de lado apoiado nos móveis)​. Alguns bebês dão até uns passinhos sem apoio se você os encoraja e se arrisca a soltá-los – mas isso varia (andar independente normalmente acontece entre 12-15 meses em média).

A coordenação motora fina agora permite que peguem objetos bem pequenos com dois dedos (cuidado nessa hora: eles encontram migalhas e partículas no chão que nem vemos!). Eles gostam de encaixar objetos – talvez ainda não consigam montar um brinquedo de encaixar formas corretamente, mas entendem o conceito de botar coisas dentro de recipientes e tirar. Diversão do momento: abrir gavetas, portas de armário, caixas… Se conseguirem acesso, vão explorar.

Também curtem brinquedos de empurrar, tipo carrinhos ou andadores de empurrar (não andador de colocar dentro, mas aqueles estilo empurrador) para treinar a caminhada com suporte. Prepare-se: com essa mobilidade toda, é uma fase de esbarrões e quedinhas – faz parte do aprendizado. Eles podem levar tombos tentando ficar de pé ou esbarrar quinas ao engatinhar rápido. Normalmente, a maioria é de baixa gravidade (um susto e um chorinho breve).

Claro, minimize riscos, mas saiba que alguns galos na testa são quase um troféu dessa fase ativa.

Desenvolvimento emocional

A interação social do bebê de 9 meses é riquíssima.

Ele pode falar “mamã” e “papá” nessa idade, embora frequentemente ainda não relacione a palavra à pessoa específica de forma consistente. Mas muitos já dizem de forma direcionada (principalmente “mamã” chorando querendo a mãe, o clássico! 😅).

Além dessas, balbuciam variações de sílabas e podem tentar imitar o som de palavras simples que você repete sempre (tipo “au au” para o cachorro – aliás, recomendo muito ter um cachorro junto com o bebê, eles criam um laço de amizade muito forte).

Amizade entre bebê e cachorro
Bernardo, meu filho, e a Lana, sua fiel companheira

Ele entende comandos simples do dia a dia: “dá para a mamãe” (pode entregar um objeto na sua mão), “não pode” (ele entende que você não gostou, mas se obedece é outra história), “vamos tomar banho” (talvez ele associe a rotina e demonstre empolgação ou oposição conforme o gosto dele por banho).

No lado emocional, a ansiedade de separação pode ainda estar presente, mas tende a começar uma leve melhora após o pico dos 8-9 meses​. Você pode notar que agora ele já fica um pouquinho melhor com avós ou babá depois que você sai, por exemplo (a crise de choro passa mais rápido).

Ele mostra curiosidade intensa sobre o ambiente – aponta para coisas querendo saber o que é, observa estranhos com seriedade mas interesse, e muitas vezes tenta interagir com outras crianças (mesmo que seja puxando o cabelo de um amiguinho – é a forma tosca deles “fazerem amizade”). Já demonstra senso de humor: ri de caretas inesperadas, acha graça se você finge espirrar ou tossir de mentirinha, e claro, solta gargalhadas com brincadeiras repetitivas que gosta. Você talvez note pequenos acessos de birra quando é contrariado – é normal, ele testa reações. Por exemplo, tira um objeto proibido da mão dele, ele pode jogar o corpinho pra trás e chorar bravo. Nessa hora, redirecione e logo passa.

O importante é que o bebê já expressa afeto deliberadamente: abraça suas pernas, encosta a cabeça, oferece um brinquedo “de presente” para você (mesmo que espere que você devolva).

Dicas práticas

  • Disciplina positiva desde cedo: Embora “disciplinar” um bebê pareça estranho, nessa idade já dá para começar a estabelecer limites com carinho. Por exemplo, se ele morde seu ombro (bebês às vezes mordem ao demonstrar afeto ou na dentição), diga seriamente “não pode morder, machuca a mamãe” e coloque-o no chão por um momentinho. Ele talvez não entenda 100%, mas o tom e a reação ensinam. Sempre enfoque em redirecionar: tirou algo perigoso da mão, dê um brinquedo seguro em troca. Bateu? Segure a mãozinha e diga “não”, mostrando como fazer carinho em vez de bater. Consistência (repetir sempre) é chave, e claro, sem agressões – aqui é tudo na base do exemplo e repetição.
  • Incentive a comunicação: Ensine nomes das coisas: aponte para o cachorro e diga “au-au”, para a mamãe e diga “mamã”, para a bola etc. Sempre que possível, pergunte “o que é isso?” e responda você mesma – ele absorve. Aplauda quando ele tentar falar ou quando balbucia “mamama” olhando para você (“isso, mamãe! Eu sou a mamãe!”). Essa participação encoraja-o a falar mais.
  • Diversão na hora do banho: Aos 9 meses, muitos bebês amam o banho porque é momento de brincar na água. Coloque brinquedinhos de banho, copinhos para ele encher e esvaziar. Além de divertido, esses brinquedos ensinam causa-efeito e coordenação. Só cuidado redobrado: nunca o deixe sozinho nem por um segundo na banheira, e atenção porque agora ele tenta ficar em pé no banho (use tapete antiderrapante).
  • Trabalhe a separação gradualmente: Se seu bebê ainda sofre ao ficar com outros, pratique pequenas separações para o bem de todos. Por exemplo, deixe-o 15 minutos com o papai enquanto você vai à padaria. Depois 30 min com a vovó, e por aí vai. Ele precisa aprender que mesmo se você some um pouquinho, volta logo – e que outras pessoas de confiança também suprem suas necessidades. Isso será útil pensando em creche ou voltas ao trabalho.
  • Registre os momentos: Com a correria, às vezes esquecemos de tirar fotos ou anotar coisinhas. Mas nessa idade o bebê faz tanta novidade fofa! Tire um tempinho para registrar vídeos dele engatinhando, falando “tatá”, fazendo gracinha. Anote num diário ou aplicativo os marcos (primeiro dente, primeira vez que ficou em pé sozinho etc.). No futuro, dá uma saudade boa relembrar – e a gente esquece rápido, porque é muita coisa. Então vale o esforço de registrar agora.

Atividade recomendada

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10º mês

Nível de Trabalho: Alto – mas animador🔴

Nessa altura, os pais já se veem falando “Como ele cresceu, já foi um bebê tão pequenino!”. Surge um orgulho e satisfação de ter chegado até aqui. O trabalho agora é praticamente correr atrás da criança o dia inteiro, arrumar refeições e lanches, trocar fraldas (que é um desafio pois ele quer virar e fugir do trocador), dar banho (preparar-se para um banheiro todo molhado, pois eles batem na água) e começar a educar nos pequenos limites. Pode ser cansativo, sim, mas também mais previsível e rotineiro do que o caos do recém-nascido.

Muitos pais relatam que, apesar do cansaço físico, curtem muito essa fase, porque o bebê interage, faz gracinhas, aprende truques novos quase todo dia. A “novidade” é que agora os pais têm de começar a pensar em educação e disciplina de forma consistente – o bebê entende bastante coisa e se não houver alinhamento, ele vira o “reizinho” fácil. Isso demanda que os cuidadores estejam na mesma página sobre o que pode e não pode, como reagir às birrinhas, etc., o que é um trabalho mental a mais.

No geral, porém, a carga de trabalho dos pais de um bebê de 10 meses é grande, porém gratificante e manejável, pois a essa altura vocês já são quase veteranos na arte de ser mãe/pai. 😉

Sono

Muitos bebês de 10 meses já estão confortáveis com 2 sonecas diurnas (manhã ~1h e tarde ~1-2h) e uma longa noite de sono de ~10-11 horas. O total ainda fica em torno de 13-14 horas de sono, alinhado à recomendação para essa faixa​. Uma possível mudança: alguns bebês podem resistir à segunda soneca ou empurrar o horário dela para mais tarde – é um sinal de que em alguns meses ele deve transicionar para apenas 1 soneca (geralmente após 12 meses, mas uns iniciam sinais antes).

Mantenha por enquanto as duas sonecas para evitar sobrecarga de cansaço. À noite, se o seu bebê ainda mama de madrugada, talvez note que ele mesmo vai parando de pedir conforme come mais no jantar. Mas cada bebê tem seu ritmo – alguns ainda acordam para mamar/pegar chupeta, etc., e tudo bem. Nessa idade também pode ocorrer uma pequena regressão no sono associada a um surto de crescimento ou à aquisição da marcha – a ansiedade e a empolgação em aprender a andar podem deixá-lo inquieto.

Se ele tiver umas noites ruins sem explicação (não parece dor nem dente), pode ser apenas desenvolvimento. Mantenha a rotina para que ele volte aos eixos logo.

De maneira geral, perto do primeiro ano muitos pais relatam que o sono do bebê melhorou muito em relação aos primeiros meses, então anime-se: quase lá!

Alimentação

O bebê de 10 meses já pode praticamente comer a mesma comida da família, com adaptações leves. Ele deve estar fazendo 3 refeições principais (café, almoço, jantar) e 2 lanchinhos (frutas ou algo similar) ao longo do dia, além do leite materno ou fórmula de 2 a 4 vezes ao dia.

Nessa fase, incentive bastante a autoalimentação: deixe ele pegar pedacinhos de comida, segurar o próprio biscoito (biscoito específico para bebês ou pedaço de pão macio), tentar usar a colher (ele vai fazer meleca, mas aprender a levar a colher na boca é um avanço!).

A essa altura, ele já deve ter experimentado uma variedade bem grande de alimentos. Continue apresentando novos sabores e combinações para evitar frescuras alimentares no futuro.

Os dentinhos (geralmente uns 4 a 6 dentes agora) ajudam a mastigar pedacinhos mais consistentes – você pode evoluir a papinha para alimentos amassados grosseiramente ou em pedacinhos bem cozidos. Ele também pode beber água no copinho de transição praticamente sozinho (com umas babadinhas pelo peito, faz parte).

Evite ainda leite de vaca como bebida principal (o leite materno/fórmula supre essa função até 1 ano), mas derivados como iogurte natural e queijos pasteurizados podem ser oferecidos em pequenas quantidades se o pediatra liberar.

Cuidado com o açúcar: nada de dar doces, chocolate, refrigerante – não só por saúde, mas porque se ele acostumar com muito açúcar agora, pode rejeitar comida saudável. Mantenha frutas como sobremesa e ofereça água em vez de sucos. Nessa idade, alguns bebês começam a demonstrar apetite irregular – dias de lobo e dias de passarinho. Tranquilize-se: é normal. Respeite a saciedade dele e foque na variedade ao longo da semana, não em cada refeição isolada.

Desenvolvimento motor

A grande palavra do 10º mês é “independência” (pelo menos tentativa de).

Seu bebê possivelmente já fica de pé sozinho se segurando e talvez consegue ficar em pé sem apoio por alguns segundos. Muitos bebês dão seus primeiros passos com ajuda: seguram uma de suas mãos e caminham ao seu lado meio desequilibrados – eles estão treinando para andar sem apoio logo mais.

Alguns rápidos já dão 2-3 passinhos sem segurar ninguém, mas não se preocupe se o seu ainda não – é absolutamente normal ainda estar na fase de se apoiar nos móveis. A mobilidade está tão aprimorada que o bebê pode atravessar a casa em segundos engatinhando ou andando apoiado, então aquela vigilância constante continua! A motricidade fina: ele agora aponta com o indicador claramente para mostrar interesse (por exemplo, aponta para um pássaro na janela para te mostrar).

Também consegue colocar objetos dentro de recipientes – uma brincadeira favorita pode ser tirar e colocar peças de um balde. Gosta de folhear livros (os de páginas grossas de papelão são ótimos – ele vai virando páginas, talvez várias de uma vez só). Adora brincadeiras de encaixar e empilhar e talvez consiga encaixar uma peça simples no buraco certo com tentativa e erro. Outra habilidade: dar tchau e bater palmas – muitos já dominam bem esses gestos e os fazem espontaneamente para mostrar alegria ou se despedir.

No quesito dentição, possivelmente os incisivos de cima e de baixo estão presentes, e talvez surgindo primeiros molares por volta dos 12 meses – então ele tem “ferramentas” para mastigar melhor os alimentos.

Uma coisa fofa: nessa idade alguns bebês começam a dançar quando ouvem música – dobram os joelhinhos, balançam o bumbum, uma graça! Em suma, o desenvolvimento motor está focado em refinar movimentos e ganhar autonomia para a grande conquista de andar.

Desenvolvimento emocional

O bebê de 10 meses já tem memória mais desenvolvida – ele lembra de coisas que quer. Por exemplo, se viu você guardar a chupeta na gaveta, pode engatinhar até lá e apontar querendo. Entende cada vez mais palavras do dia a dia, e pode atender pedidos simples tipo “pega a bola” (ele vai até a bola e pega).

Também pode começar a “aprontar” de propósito para ver sua reação: por exemplo, faz menção de mexer na tomada (que sabe que é proibido) e olha para você com um sorrisinho maroto esperando você vir dizer não – estão testando limites e aprendendo até onde podem ir. A boa notícia: eles também começam a cooperar em pequenas coisas, como ajudar a se vestir – com 10 meses muitos bebês levantam os bracinhos quando você diz “vamos colocar a camisa”​, ou colocam a perna dentro da calça quando você arruma na posição.

Podem tentar escovar o cabelo (imitar você passando a escova) e outras imitações de cuidados pessoais. Na parte social, se antes estranhavam muito pessoas novas, agora podem se mostrar um pouco mais extrovertidos depois de um tempo de adaptação – eles acenam para alguém depois de observar bastante e se sentir seguros.

Gostam de brincar de imitação: se você tosse de mentirinha, ele tosse; se ri alto, ele tenta copiar; se fala ao telefone de brinquedo, ele pega e fala também. É a forma como aprendem comportamentos humanos.

Também podem mostrar preferências fortes: por exemplo, um paninho ou ursinho de apego (transicional) com o qual dorme e fica irritado se não estiver por perto. A comunicação avança: ele balbucia em entonações que parecem frases de uma língua alienígena 😂 – está improvisando “conversas” imitando os adultos.

Pode falar 1 ou 2 palavras com significado (além de “mamã/papá”), como “dá” ou alguma tentativa de chamar algo familiar. Cada bebê tem seu timing na fala, mas entenda que ele compreende muito mais do que fala. Se você perguntar “onde está o nariz?” talvez aponte para o nariz (ou no seu).

Emoções: demonstra frustração mais claramente (pode chorar bravo quando não consegue encaixar um brinquedo, por exemplo) e também alegria (bate palminhas todo feliz quando conquista algo). E certamente demonstra amor – abraça, dá beijinho (alguns aprendem a dar beijo estalado mesmo), encosta a testa carinhosamente, quer ficar pertinho fisicamente. Aproveite esse chamego, pois logo virá a fase independente que não quer tanto colo.

Dicas práticas

  • Refine a segurança mais uma vez: Agora ele alcança alturas maiores (em pé) e é forte o suficiente para talvez tentar subir no sofá ou empurrar coisas para escalar. Cheque móveis e objetos altos – fixe estantes e racks na parede (risco de tombar se ele se apoiar), retire objetos pesados de mesas que ele possa puxar (ex.: não deixe aquele vaso de vidro no centro da mesa de jantar, ele pode dar um jeito de puxar a toalha). Atenção redobrada perto de escadas e lugares altos, eles são rápidos e sem noção de perigo.
  • Estimule os primeiros passos: Você pode brincar de andar com ele: segure uma de suas mãozinhas (ou as duas) e deixe-o dar passos em direção a algum objetivo (tipo você ou um brinquedo). Celebre cada tentativa. Também use brinquedos de empurrar (como aqueles carrinhos andadores ou até empurrar uma caixa) – eles dão segurança para treinar equilíbrio. Mas não tenha pressa: cada criança anda no seu tempo. Se ele prefere engatinhar, deixe-o; engatinhar também é ótimo para o desenvolvimento cerebral.
  • Livros e mais livros: Bebês nessa idade amam livros ilustrados. Tenha livrinhos resistentes e deixe que ele folheie (sob sua supervisão para não rasgar páginas finas). Aponte figuras e pergunte “cadê o gato?” etc. Ele pode não acertar sempre, mas está aprendendo. Isso também acalma, é um momento mais quietinho no dia a dia agitado – bom ritual antes de dormir, por exemplo.
  • Mantenha a rotina de cuidados: Ao se aproximar 1 ano, alguns pais relaxam na rotina porque o bebê “já está grande”. Mas manter horários regulares de soneca, refeições e sono noturno continua importante – crianças gostam (e precisam) de estrutura. Também continue com a higiene bucal (limpeza dos dentinhos) e comece a acostumá-lo com um copinho de treinamento se ainda não fez (para transição da mamadeira mais adiante).
  • Prepare a festa de 1 ano (se for fazer): Parece cedo, mas para quem planeja comemorar o primeiro aninho com festa, vale começar a pensar nisso. Escolha do tema, local, lista – melhor se organizar com antecedência para não virar stress de última hora. Só lembre: bebês não ligam para festas elaboradas; faça algo que caiba na sua disposição e orçamento. Uma comemoração simples com pessoas queridas já será especial – o bebê provavelmente vai é estranhar muita agitação. Então planeje algo que vocês, os pais, curtam também, afinal, o parabéns é para vocês por esse ano de conquista!

11º mês

Nível de Trabalho: Moderado🟡

À essa altura, cuidar do bebê virou parte natural da vida – vocês já nem lembram direito como era a rotina antes dele! Provavelmente já estão bem ajustados e talvez até com saudades de quando ele cabia no colo quietinho. O trabalho agora envolve muito acompanhamento (a vigia constante do explorador ambulante), manutenção da rotina de alimentação (ele come comida normal, mas ainda é você quem prepara e garante que coma) e começar a pensar em educação – moldar comportamentos, ensinar o que pode/não pode, e até lidar com mini “birras”.

É desafiador, mas como o bebê entende bastante, os pais podem sentir que finalmente dá para “conversar” e negociar um pouquinho (“filho, não pode pegar isso, toma esse brinquedo aqui”). Comparado aos meses atrás, possivelmente você consegue tirar um tempo maior para si, pois a criança brinca sozinha por alguns minutos ou fica bem com outro cuidador enquanto você sai.

Então, embora ainda seja trabalhoso, a sensação de voltar a ter algum controle de sua vida aparece mais. Por exemplo, muitos pais voltam a trabalhar por volta de 11-12 meses (quem estava de licença), e o bebê costuma se adaptar bem a uma creche ou cuidador nessa fase. Isso também muda a dinâmica do trabalho – conciliar vida profissional e bebê é um novo desafio!

Sono

Quase um ano de vida, possivelmente quase um “sono de gente grande”… ou não 😅. Aos 11 meses, o padrão de sono tende a permanecer semelhante ao do 10º mês: 11-12 horas à noite (com ou sem despertares) e 2 sonecas diurnas que somam ~2-3 horas.

Alguns bebês começam a recusar uma das sonecas (geralmente a da tarde) nessa fase, indicando que em breve transitarão para um único cochilo pós-almoço, mas não há pressa – muitos só farão isso depois de 1 ano. Se o seu bebê lutar muito para tirar a segunda soneca, você pode testar encurtar a primeira ou ajustar horários.

Já o sono noturno, nessa altura, para alguns está bem estável – talvez seu bebê dorme 10 horas seguidas sem acordar (milagre!). Se não for seu caso e ele ainda acorda 1-2 vezes, saiba que ainda é dentro do normal. Nessa idade, qualquer mudança de rotina (viagens, dentes molares nascendo, salto de linguagem) pode dar uma bagunçadinha temporária no sono. Mas logo ele retoma se a rotina for reestabelecida.

Uma coisa boa: o bebê agora provavelmente se acalma mais fácil sozinho se acordar à noite e o ambiente estiver igual (bercinho, silêncio, paninho de conforto). Muitos já acham a chupeta sozinhos no berço, ou rolam e voltam a dormir sem chamar os pais – um alívio! Caso contrário, vale a pena incentivar gradualmente essa autonomia (por exemplo, se ele resmunga mas não chora desesperado, dê uns minutinhos para ver se dorme de novo por conta própria antes de intervir).

Em resumo, o sono de 11 meses costuma ser relativamente previsível e adequado, com a família já adaptada à rotina. Aproveite para descansar, pois a seguir vem a fase de um aninho e muitas vezes outra regressão de sono por volta de 12 meses (associada a andar/falar). Mas por ora, tudo bem 🙂.

Alimentação

Quase encerrando o ciclo de bebê e prestes a entrar na fase “criança pequena”.

Alguns bebês dessa idade começam a diminuir a quantidade de leite por conta própria, desmamando gradualmente do peito ou perdendo interesse na mamadeira, especialmente se comem bem as refeições sólidas. Isso é esperado, pois perto de 1 ano o leite deixa de ser o alimento principal e torna-se complementar à dieta sólida. Siga a orientação do pediatra sobre essa transição – muitos sugerem introduzir leite de vaca integral após 12 meses se o bebê não mama mais no peito. Mas até lá, mantenha a fórmula/leite materno.

Quanto às comidas, agora ele pode comer praticamente tudo o que a família come (cortado em pedaços seguros), inclusive feijão, arroz, macarrão, carne desfiada, ovos mexidos, etc., se já não o faz. Temperos caseiros naturais estão liberados. Cuidado apenas com excesso de sal e evite alimentos não saudáveis (frituras pesadas, doces, refrigerantes – ele não precisa disso).

Nessa idade muitos bebês mostram um lado exigente: podem recusar na boca e só querer comer sozinho. Deixe que coma com as próprias mãos – sim, vai ser meleca, mas é importante para a independência dele. Dê talheres infantis para brincar de usar (mesmo que ainda coma com a mão). Também podem ficar mais seletivos – o que amavam semana passada hoje jogam no chão. Não force; continue oferecendo variedade, respeitando a fome do pequeno.

É típico também por volta de 1 ano o ganho de peso dar uma diminuída no ritmo e o apetite oscilar – não se assuste se ele comer menos em alguns dias. Confie no instinto dele em equilibrar ao longo do tempo. E mantenha o momento das refeições agradável e sem brigas, para não criar associações negativas com comida.

Desenvolvimento motor

O bebê de 11 meses está à beira de andar sozinho.

Muitos já dão passinhos com apenas uma mão de apoio ou ficam de pé sem segurar em nada por vários segundos​. Alguns inclusive dão 2-3 passos sem apoio e caem na bundinha – cada tentativa dessas mostra que falta pouco para virar caminhante! 🎉 Mas, novamente, se o seu ainda prefere engatinhar e se apoiar, tudo bem – até 18 meses consideramos normal para andar sozinho, então sem pressão.

De resto, ele está praticamente 100% móvel pelo ambiente: engatinha em alta velocidade, se aventura em subir degraus engatinhando (e tenta descer, cuidado!). Consegue ficar de cócoras e levantar de volta apoiado sem dificuldade – força de perna ok! Ele também aperfeiçoa habilidades manuais: consegue por exemplo empilhar 2-3 bloquinhos antes de derrubar, usar um objeto como ferramenta (tipo pegar uma colher para bater em um tambor).

Também passa bastante tempo observando e imitando o que os adultos fazem – pode tentar “varrer” o chão com uma vassourinha, “falar no celular”, “pentear” o cabelo. Essas imitações às vezes ajudam no desenvolvimento motor de gestos mais complexos. Se você der papel e giz de cera grosso atóxico, ele pode até rabiscar (vai ser um rabisco caótico, mas é um marco: o primeiro desenho!).

Quanto à coordenação fina, já pega objetos minúsculos com facilidade – mantenha chão limpo e olho vivo com pedacinhos de brinquedo ou alimentos, pois o risco de engolir algo indevido existe. Nessa fase final do primeiro ano, o bebê está quase totalmente apto fisicamente para entrar na próxima fase (andar, correr, subir em tudo na casa 😅 – cenas dos próximos capítulos).

Desenvolvimento emocional

Com 11 meses, você tem em casa um pequeno explorador confiante (pelo menos dentro do território dele). Muitos bebês nessa idade já estão mais seguros para se afastar um pouco dos pais quando em ambiente familiar: por exemplo, engatinham para outro quarto e depois voltam para “reabastecer” na sua perna. Eles tendem a olhar para trás e checar se você está por perto; se sim, exploram mais. A ansiedade de separação pode dar uma trégua, tornando-os um pouco mais sociáveis com visitas, embora ainda possam chorar em separações longas.

Em termos de comunicação, apontam o que querem (podem apontar para a prateleira de biscoitos se estiverem com fome, por exemplo) e fazem gestos para se expressar (“não” com a cabeça, “tchau”, “vem”).

A compreensão de linguagem é enorme: seu bebê entende instruções simples em contexto (“vamos guardar os brinquedos”, “traz a bola pra mamãe”), reconhece os nomes de várias pessoas familiares (se perguntar “onde tá a vovó?”, procura). Pode falar algumas palavrinhas: além de “mamá” e “papá”, talvez diga algo como “aua” (água), “au” (cachorro), ou um “não” bem claro (eles adoram essa 😅). Mesmo com vocabulário limitado, ele se comunica por sons, gestos e expressões claramente – você provavelmente consegue distinguir quando ele está pedindo algo, quando está reclamando, quando está feliz ou entediado.

Socialmente, pode começar a demonstrar preferência por outras crianças – quer engatinhar atrás de crianças mais velhas, tocar nelas, “conversar” na língua dos bebês. E também surge a semente do conceito de “meu”: ele agarra seu brinquedo favorito se outra criança tenta pegar e pode soltar um grito de protesto (ainda não entendem dividir, isso é normal nessa fase). Emocionalmente, também notamos bebês mais teimosinhos perto de 1 ano: se decidem que querem mexer no controle remoto, insistem muitas vezes mesmo ouvindo não, testam limites insistentemente. Isso exige paciência dos pais, mas lembre que é assim que eles aprendem.

Por outro lado, também são muito carinhosos – dão abraços, beijos, encostam testa com testa, fazem “carinho” (às vezes meio bruto 😆) no rosto dos pais. Eles amam agradar: se todos batem palma e festejam algo que ele fez, ele fica radiante e vai repetir pra ganhar aplausos. Essa fase pre-aniversário costuma ser muito afetuosa e divertida.

Dicas práticas

  • Coerência nos limites: Agora que o bebê entende bastante, é crucial que os cuidadores estejam coerentes nas regras. Por exemplo, se não pode mexer no computador, todos em casa devem reforçar isso igual. Se um diz não e o outro deixa, o bebê fica confuso e vai testar mais. Combine com seu parceiro e família as principais regrinhas de segurança e comportamento. Coerência e repetição ajudam ele a aprender mais rápido.
  • Elogie e encoraje boas atitudes: Já dá para começar a reforçar positivamente. Quando ele, por exemplo, pega um papel do chão e te dá (em vez de pôr na boca), faça festa: “Muito bem, meu amor, obrigado por dar pra mamãe!”. Quando brinca sem mexer onde não deve, elogie. Bebês dessa idade adoram agradar e vão querer repetir comportamentos que rendem sorriso e palmas.
  • Transição da mamadeira/copo: Se seu bebê usa mamadeira, o pediatra pode recomendar começar a transição para o copo nesta fase ou logo após 1 ano, para saúde dentária. Você já pode introduzir o copo de treinamento nas mamadas diurnas, deixando a mamadeira só para leite da noite, por exemplo. Aos poucos, ele se acostuma. Com bebês amamentados, pode-se continuar normalmente (a OMS recomenda até 2 anos ou mais), mas se você planeja desmame perto de 1 ano, comece devagar, tirando uma mamada do dia e oferecendo copo ou distração.
  • Planeje a introdução ao penico? Calma, ainda é cedo para desfralde. Mas alguns pais começam por volta de 1 ano a familiarizar o bebê com o penico ou redutor de vaso, apenas para não estranhar depois (por exemplo, sentar nele sem fralda antes do banho, sem cobrar resultado). Não é obrigatório agora – a maioria só desfralda bem mais tarde (2-3 anos). Mas se quiser já comprar um peniquinho e deixar ele sentar de brincadeira às vezes, pode fazer, sem pressão.
  • Curta os últimos momentos de “bebê”: Falta um mês para seu pequeno completar 1 ano! 💖 Tire muitas fotos do “bebezão”, filme os balbucios, a engatinhada fofa, aquele jeitinho de engatinhar com um brinquedo na mão… Logo ele estará correndo e falando pelas tabelas, e você vai sentir falta desse tempo. Se puder, faça um ensaio simples de fotos de 1 ano (não precisa ser profissional; um parquinho, um bolinho, e registre a bagunça). E já vá preparando o coração para cantar “Parabéns” – é emocionante para muitos pais relembrar tudo que passaram e conquistaram nesse primeiro ano.

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12º mês

Nível de Trabalho: Moderado🟡

O fim do primeiro ano é um momento de reflexão e celebração para os pais. Vocês passaram por noites sem dormir, fraldas sem fim, choros enigmáticos, primeiras febres, bagunça na cozinha… e agora têm uma criança risonha, talvez andando e falando, cheia de personalidade. O trabalho ao longo desse ano foi imenso – e o do segundo ano será diferente, focado em educação, disciplina e acompanhar um bebê que virou criança com vontades próprias. Mas tire um momento para se orgulhar: vocês conseguiram!

Muitos pais relatam que após 1 ano se sentem mais relaxados e adaptados, curtindo mais a jornada. Claro, ainda dá trabalho (crianças pequenas demandam muita atenção e cuidado), mas a sensação de novidade e insegurança vai dando lugar a confiança e rotina estabelecida.

Provavelmente você até já se pegou dando conselho para pais mais novos, veja só! 😉

Então, o nível de trabalho é alto, porém agora distribuído de forma mais equilibrada: talvez o bebê durma a noite toda (viva!), mas por outro lado você corre atrás dele o dia todo; ele não exige mais esterilizar tudo ou cuidados hiper delicados, mas exige disciplina e ensino constante. Cada fase tem seus desafios, mas passar pelo primeiro ano dá uma base enorme.

Vocês aprenderam a ser pais, e o bebê aprendeu a ser um serzinho independente. Os próximos anos trarão novas aventuras (terrible twos, desfralde, etc.), mas nada como o primeiro ano louco de transformações. Respire, comemore e se prepare – a jornada continua, mas você está pronto para ela!

Sono

Parabéns, vocês chegaram a 1 ano! 🎂

O padrão de sono do bebê de 12 meses geralmente é: 11 a 14 horas de sono no total por dia (sendo cerca de 10-12h à noite + 1-2 sonecas totalizando 2-3h)​. Muitos bebês por volta de 12 meses ainda fazem 2 sonecas (uma de manhã e uma à tarde), mas alguns podem já estar migrando para 1 soneca só após o almoço – observe os sinais do seu filho. Se ele briga muito para tirar uma das sonecas e depois não dorme bem à noite, talvez esteja pronto para uma soneca única mais longa. Essa transição pode levar semanas e inicialmente o bebê pode ficar cansado no final do dia – ajuste o horário de dormir temporariamente para mais cedo, se necessário, até ele se acostumar.

Em relação ao sono noturno, aos 12 meses muitos bebês dormem a noite toda (7-8 horas seguidas sem intervenção). Contudo, “muitos” não são “todos” – se o seu ainda acorda pedindo mamá ou colo, é compreensível; nessa idade eles podem ter picos de angústia de separação noturna de novo ou incômodos (nascendo molar, por ex.).

A partir de 1 ano, alguns pais optam por estratégias mais definidas para o bebê dormir sozinho no berço, se ainda não faz – isso vai de cada família (há quem faça sleep training suave, há quem continue acolhendo nas acordadas, ambos ok conforme filosofia dos pais). O importante é manter bons hábitos: rotina consistente, ambiente adequado (breu e silêncio à noite, sonecas em lugar tranquilo) e o bebê sendo colocado sonolento, mas acordado, no berço para que saiba adormecer sozinho. Assim, se acordar de madrugada, consegue ressignificar e dormir de novo.

Resumo: um bebê de 1 ano tende a ser um dorminhoco melhor que um recém-nascido (ufa!), mas não se frustre se ainda houver desafios – mesmo no segundo ano podem vir fases ruins (ex: picos de desenvolvimento, doenças). Siga com consistência e amor, que o sono vai se ajustando.

Alimentação

A partir de 12 meses, o leite de vaca pode entrar na dieta (integral, pasteurizado), caso ele não mame mais no peito. Se você amamenta e deseja continuar, maravilha – o leite materno ainda traz benefícios e pode ser mantido conforme desejado. Se vai desmamar, faça-o gradualmente e introduza o leite de vaca ou outra bebida adequada (converse com pediatra sobre fórmula de transição ou cálcio na dieta).

Quanto às refeições, ele agora come da mesa da família: adapte a textura conforme a habilidade dele (muitos já mastigam pedaços macios com gengiva e dentes frontais – só evite pedaços duros ou redondos inteiros). Provavelmente tem uns favoritos (ex: ama macarrão) e uns odiados (cospe verdura), e tudo bem – continue oferecendo de tudo sem obrigar. Uma coisa a ficar atento: por volta de 1 ano, é comum o apetite diminuir comparado aos meses anteriores. O ganho de crescimento desacelera um pouco e a criança fica mais interessada em brincar do que comer.

Então, não se assuste se ele comer menos quantidade. Foque na qualidade e variedade, não em forçar colheradas. Mantenha horários regulares para as refeições em família, pois ele aprende imitando vocês. Se ainda usa mamadeira, comece o processo de retirá-la – pediatras recomendam que idealmente bebês larguem a mamadeira próximo de 1 ano e meio para evitar problemas dentais, então é bom já introduzir copos.

Outra evolução: ele pode começar a usar talheres de forma rudimentar – deixe uma colher infantil com ele nas refeições, ele tentará se alimentar (vai acertar às vezes, outras vai com a mão mesmo). Bagunça continua, mas habilidade vem com prática! Hidrate-o bem com água ao longo do dia, especialmente se estiver andando (gasta mais energia, sua mais).

E agora já pode experimentar o mel (após 1 ano o risco de botulismo cai) – mas moderação com doces, ok?

Ah, e possivelmente haverá o primeiro bolinho de aniversário: sem problemas ele provar um pedaço pequeno – afinal, é festa! Só evite no dia a dia dar muito açúcar. Enfim, a alimentação do bebê de 1 ano é o pontapé para hábitos alimentares futuros, então continuar oferecendo alimentos saudáveis em ambiente positivo é a receita para sucesso.

Desenvolvimento motor

Parabéns, você tem uma criança de 1 ano! E logo, se não já, terá um andarilho em casa.

Muitos bebês dão os primeiros passinhos independentes entre 12 e 14 meses​. Se o seu começou com 9-10 meses, aos 12 já pode estar quase correndo; se ainda não andou sozinho, não se preocupe – está próximo. Continue estimulando sem pressionar. De resto, agora ele provavelmente engatinha com perfeição, levanta em pé em qualquer lugar e cruza cômodos andando segurando nas paredes ou móveis. Escalar é a nova mania: sobem em caixas, em brinquedos, tentam subir no sofá. Esteja sempre por perto para evitar tombos feios.

A coordenação motora fina também surpreende: consegue montar uma torre de 2-3 bloquinhos​, apontar muito especificamente (tipo apontar um minúsculo inseto no chão), talvez fazer sinal de “um aninho” com o dedinho 😉 (treine isso pro parabéns!).

Pode também começar a tentar se despir – alguns bebês de 1 ano puxam meias, tiram chapéu e podem até conseguir tirar a calça se for de elástico, virando pequenos nudistas pela casa 😅.

Eles cooperam nas tarefas: talvez tente ajudar a empurrar o braço dentro da manga ou o pé no sapato quando você veste, e adoram imitar você limpando (dê um paninho, e ele vai esfregar no chão igual você).

O lado motor agora envolve não só força e equilíbrio, mas também coordenação olho-mão avançada e início de autonomia em cuidados pessoais (como tirar meia, segurar a escova de dentes – claro que você finaliza a escovação, mas ele tenta imitar).

Desenvolvimento emocional

Aos 12 meses, seu bebê já demonstra uma gama completa de emoções básicas: alegria, tristeza, raiva (birrinhas), surpresa, medo (ainda pode ter medos como de estranhos ou de barulhos altos).

A boa notícia: se tinha muita ansiedade de separação, costuma dar uma aliviada ao entrar no segundo ano​. Ele agora percebe que os pais vão e voltam, e geralmente brinca feliz com outras pessoas depois que se acostuma um pouquinho. Claro, ainda prefere você acima de tudo – você é seu porto seguro e amor maior. Mas talvez agora consiga ficar algumas horinhas com a vovó sem chorar, ou curtir a escolinha após uns dias de adaptação.

Socialmente, ele busca ativamente interação: puxa você pela mão para mostrar algo, aponta para pedir, faz graça para chamar atenção e até apronta coisinhas só para ver sua reação (são espertinhos!). É muito provável que ele fale suas primeiras palavras reais perto de 1 ano – se ainda não disse, é iminente. Palavras como “mamá” (mama/mamãe), “papa” (papai), “dá” (dar/querer), “bola” (ou pelo menos “boa”) e talvez o nome de algum pet ou objeto favorito. Mesmo com poucas palavras, ele se comunica com gestos e entende comandos de duas etapas (“pegue a boneca e traga para o papai”).

Demonstrar afeição fica cada vez mais fofo: abraça forte, faz carinho (agora mais suave), te chama com a mãozinha, e às vezes, quando você está triste ou fingindo choro, pode tentar te confortar oferecendo o brinquedo dele ou encostando a cabeça – é o embrião da empatia. Outro traço dessa idade: a vontade própria está forte! Se ele não quer entrar no carro, pode arquear as costas, chorar, tentar escapar – primeira amostra das futuras birras. A chave aqui é redirecionar, distrair e estabelecer limites claros (ele entende “não” mas testará mesmo assim).

Ao 1 ano, eles vivem num conflito entre querer independência e querer colo – então às vezes vão insistir em “eu faço sozinho” e noutras vão parecer bebês de colo carentes. É normal. Dê independência nos momentos certos (deixe tentar comer sozinho, explorar o parque) e muito chamego quando pedir. Afinal, ele sempre será seu bebê, mesmo completando um aninho! 💞

Dicas práticas

  • Check-up de 1 ano: Não esqueça de agendar a consulta do pediatra de 12 meses. Terá atualização de percentis de peso/altura, orientações sobre alimentação (ex.: introdução de leite de vaca), desenvolvimento e também vacinas de 1 ano (importantíssimas, como tríplice viral, varicela, etc., conforme o calendário). Leve anotadas suas dúvidas acumuladas.
  • Primeira ida ao dentista: Odontopediatras recomendam a primeira avaliação por volta do surgimento do primeiro dente ou até 1 ano de idade. Então é uma boa hora para marcar um dentista pediátrico. Ele vai examinar dentinhos, orientar sobre escovação (já usar pasta com flúor na quantidade correta, etc.) e cuidados para prevenir cáries. Prevenir é melhor que remediar!
  • Adequando a casa: Seu “bebê” agora alcança mais alto e é mais forte. Revise itens como produtos de limpeza – ideal trancar armários ou colocar em prateleiras altas fora do alcance. Objetos valiosos ou perigosos (controle remoto, decoração pequena) provavelmente vão ter de subir mais um patamar ou serem guardados por um tempo. Crianças de 1 ano têm mania de abrir tudo, então pense em travas para geladeira, tampa do fogão, gavetas – existem produtos no mercado para isso. A casa vai ficando cada vez mais “à prova de crianças”.
  • Celebre (do seu jeito): Comemore o primeiro aniversário de um jeito significativo para vocês. Pode ser uma festinha com toda a família, um bolinho em casa só vocês três, uma viagem curta… o importante é marcar essa conquista. Tire fotos comparativas (1 dia vs 1 ano, aquelas montagens legais). E não se frustre se o bebê estranhar a festa ou o Smash the Cake – muitos bebês choram com parabéns ou ignoram o bolo 😅, é normal. A festa é mais para os pais mesmo. Então faça algo que te deixe feliz e orgulhoso, vocês merecem!
  • Bem-vindo ao próximo capítulo: Prepare-se, porque agora vem a fase dos “bebês aprontando”. Travas, paciência e muito pique serão necessários para acompanhar um andarilho curioso. Mas lembre-se de sempre olhar com carinho para trás: todas as fases difíceis passam (colicazinhas, noites em claro) e novas surgem, mas cada uma traz aprendizados e momentos inesquecíveis. Vocês sobreviveram ao ano 1 – tragam os próximos! 🙌

Conclusão

O primeiro ano do bebê é um verdadeiro teste de resistência. Sono bagunçado, fralda pra todo lado, risadas que derretem o coração e um serzinho que, do nada, aprende a se deslocar e muda completamente a dinâmica da casa. É um caos. Mas é o melhor tipo de caos.

No começo, é aquele bebê que só dorme e mama. Aí, num piscar de olhos, já tá engatinhando, derrubando coisas e apontando pro cachorro falando “papá”. E a gente? Passa do desespero das primeiras semanas sem dormir pra aquela sensação de “caramba, como eu vivi tanto tempo sem essa pessoinha?”.

Cada fase tem seus desafios – umas são de boa, outras fazem a gente duvidar da sanidade. Mas todas passam. E depois a gente até sente saudade (juro). O segredo? Informação ajuda (e espero que esse texto tenha dado uma força), mas o que vale mesmo é estar ali, errar tentando acertar e curtir cada momento, porque eles voam.

Não existe pai ou mãe perfeito. Existe quem faz o que dá, com amor. E isso você já tá fazendo. Quando bater a dúvida, liga pro pediatra, troca ideia com outros pais (alivia saber que ninguém tá 100% no controle) e segue sua intuição – porque ela vai ficando cada vez mais afiada.

Parabéns por esse primeiro ano! Que venham os próximos, com mais bagunça, mais desafios e muito mais histórias pra contar.

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João Baptista

Pai do Bernardo e fã de conversas sinceras sobre os altos e baixos da paternidade. Quando não está escrevendo ou tentando descobrir novos truques para o sono do filho, gosta de um bom café e de momentos em família com a Re. Criador do "Jornada de Pai", compartilha experiências reais e dicas práticas para ajudar outros pais a enfrentarem os desafios (e celebrarem as alegrias) de criar filhos. Afinal, na paternidade, a gente aprende junto, um dia de cada vez.

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