Se você é pai ou mãe de um bebê de 4 meses e de repente se viu de volta à estaca zero nas noites mal dormidas, calma que você não está sozinho. Aqui em casa passamos exatamente por isso quando o Bernardo bateu 4 meses de idade. A gente achou que finalmente tinha engatado uma rotina de sono decente (leia-se: 4, 5 horinhas seguidas de descanso 😴) e PÁ! Do nada o pequeno voltou a acordar de duas em duas horas, como um recém-nascido faminto.
Eu confesso que na primeira noite pensei: “Que raios tá acontecendo? Será que fizemos algo errado?” (na verdade, eu xinguei por dentro muit mais, mas vou manter a educação e não compartilhar com vocês isso aqui [rs]).
Mas aí descobrimos a famigerada regressão do sono aos 4 meses – um nome chique pra explicar esse caos temporário.
Vou te contar tudo sobre a regressão do sono do quarto mês: o que é, por que acontece, sinais de que vocês estão nessa fase e, principalmente, dicas práticas (e reais!) de um pai sobrevivente pra lidar com isso sem pirar. Tudo num papo reto, como se a gente estivesse trocando ideia no bar, com direito a causos aqui de casa, pitadas de bom humor e aquela empatia de pai pra pai (ou mãe). Então puxa uma cadeira, pega um café forte (porque sei que você tá precisando 😜) e vamos lá!
O que é a regressão do sono aos 4 meses?
A tal regressão do sono nada mais é do que uma mudança no padrão de sono do bebê por volta dos 4 meses de vida. Apesar do nome “regressão”, não encare como um passo pra trás no desenvolvimento do seu filho – pelo contrário! É um salto de desenvolvimento importante, especialmente no jeito que ele dorme. Simplificando: o bebê começa a dormir de um jeito mais parecido com o de um adulto, com ciclos de sono diferentes ao longo da noite. E nessa transição, o sono dele fica meio bagunçado mesmo.
Para você ter uma ideia, um bebê de 4 meses que antes dormia, digamos, 5-6 horinhas seguidas, de repente passa a acordar a cada 2 ou 3 horas novamente. Parece um retrocesso (daí o termo regressão), mas na verdade é o cérebro dele amadurecendo.
Noite típica de um bebê com regressão:
Bebê dorme → Você finalmente dorme → Bebê acorda → Você tenta acalmá-lo → Ele dorme → Você tenta voltar a dormir → Bebê acorda de novo → Café ☕ → Repita infinitamente 😂
Os especialistas explicam que, por volta dessa idade, o bebê deixa de ter apenas duas fases de sono (leve e profundo) e passa a alternar quatro fases diferentes durante a noite, assim como nós adultos. O resultado? A cada mudança de fase, há mais chance de ele despertar brevemente e chamar por você, já que agora ele entra mais vezes em sono leve. Além disso, é por volta do 4º mês que o relógio interno (ritmo circadiano) do bebê começa a se consolidar de vez – ele está aprendendo a diferenciar dia e noite de verdade.
A regressão do quarto mês é normal e esperada. Não é porque o bebê “desaprendeu” a dormir ou porque você estragou tudo. É um período de ajuste no desenvolvimento dele. Claro que, pra nós pais zombificados de sono, não deixa de ser desafiante. Mas a boa notícia é que é uma fase passageira (juro!). Daqui a pouco eu falo sobre a duração, mas antes vamos entender melhor por que isso acontece e como identificar se seu bebê está mesmo nessa fase.
Por que isso acontece? (Crescimento, cérebro a mil e mais)
Várias coisas acontecem ao mesmo tempo no quarto mês do bebê, e todas podem afetar o soninho dele. Aqui estão os principais motivos da regressão do sono aos 4 meses:
- Maturação do sono e do cérebro: como falei, o padrão de sono do bebê muda permanentemente. Os ciclos de sono ficam mais complexos, com fases de sono leve aparecendo mais vezes. Isso é sinal de que o cérebro está amadurecendo – o bebê começa a dormir de forma mais semelhante a um adulto, alternando fases mais profundas e outras mais superficiais. Em outras palavras, o sono do bebê fica “mais leve” em certos momentos do ciclo, e aí ele pode acordar com facilidade ao final de cada ciclo. É como se o software do sono dele tivesse recebido uma atualização importante, e até ele (e nós!) se acostumar com a nova versão, dá umas travadas 😅.
- Desenvolvimento físico (rolar, dentinhos e energia!): por volta de 4 meses, muitos bebês estão aprendendo a rolar de barriga pra cima e pra baixo. O Bernardo, por exemplo, começou a tentar virar no berço nessa época – às vezes acordava porque se mexeu todo tentando uma manobra digna de jiu-jitsu infantil. Essa agitação motora pode atrapalhar o sono: o bebê quer treinar a novidade mesmo de madrugada! Além disso, alguns bebês já começam a apresentar sinais dos primeiros dentinhos a caminho perto de 4-5 meses (mesmo que o dente em si só apareça lá pelos 6 meses ou mais). Gengiva coçando, babação, desconforto… tudo isso pode deixar o bebê mais inquieto à noite. Lembra do pacote completo “4º mês”? Pois é, vem muita coisa de uma vez!
- Salto cognitivo e consciência do mundo: nessa idade o bebê fica mais ligado em tudo ao redor. Eles começam a perceber quando o ambiente muda, reparam mais em sons, luz, pessoas. O Bernardo com 4 meses ficava super distraído – se eu tossisse do outro lado do quarto durante a soneca, pronto, ele abria o olho na hora querendo saber cadê a festa. 😂 Essa evolução cognitiva significa que o bebê pode resistir mais para dormir (“quero ficar acordado, tá tão interessante aqui fora!”) e também acordar mais quando nota que algo está diferente (tipo “Ué, cadê o papai/mamãe que tava aqui?”). Não chega a ser aquela ansiedade de separação forte que costuma aparecer mais pra frente, mas com 4 meses eles já ficam mais espertinhos e a tranquilidade sonolenta do recém-nascido vai embora.
- Pico de crescimento e mais fome: muitos bebês passam por um surto de crescimento por volta dos 4 meses. De uma hora pra outra, a fome aumenta e eles querem mamar mais vezes (às vezes de hora em hora) por alguns dias. Se o seu bebê que dormia 5 horas seguidas agora acorda parecendo um despertadorzinho de 2h em 2h pedindo leite, pode ser esse pico. Aqui aconteceu: o Bernardo engatou uns dias em que mamava muito mais, coladinho na mamãe Re a noite toda. Se isso rolar, ofereça o peito ou a mamadeira conforme a demanda – é cansativo, eu sei, mas costuma equilibrar depois que o tal pico passa e o bebê ganha aquelas dobrinhas extras 😅.
Em resumo, o quarto mês do bebê é uma tempestade perfeita de desenvolvimento: cérebro, corpo e necessidades mudando tudo ao mesmo tempo. O resultado dessa equação são noites bagunçadas, sim. Mas tem um lado positivo: tudo isso significa que seu bebê está crescendo e se desenvolvendo bem (mesmo que às custas do seu sono agora). Foi importante pra mim e pra Re entendermos esses motivos – dá uma acalmada saber que é algo natural e não culpa de ninguém.
Sinais de que seu bebê está na regressão do sono dos 4 meses
Como saber se o que vocês estão vivendo é mesmo a tal regressão do sono? Cada bebê é único, mas em geral os sintomas clássicos aparecem assim:
- Acorda toda hora de madrugada: o bebê que talvez já emendava um soninho mais longo volta a acordar frequentemente à noite (às vezes de 2h em 2h, ou até de hora em hora em casos extremos). É de dar saudade do recém-nascido dorminhoco que tirava cochilos longos em qualquer lugar! Aqui em casa a gente cronometrava: 00h, 2h, 4h, 6h… virou um reloginho humano (só que ao contrário do que a gente queria).
- Sonecas curtas ou irregulares: durante o dia, de repente as sonecas ficam mais difíceis. O bebê luta contra o sono, tira cochilos curtíssimos de 20-30 minutos ou pula algumas sonecas que antes fazia certinho. Com o Bernardo percebemos que ele dava micro sonecas e já acordava todo elétrico, aí meia hora depois tava chato de sono de novo. Soneca mal feita = bebê irritado = ciclo vicioso.
- Maior irritabilidade e apego: falando em irritado… um bebê com sono bagunçado geralmente fica mais manhoso, choroso, querendo colo o tempo todo. Eles estão cansados mas não conseguem engatar um sono restaurador, então claro que vão reclamar (quem não, né?). Alguns bebês nessa fase ficam mais “grudinhos” com a mãe ou pai, buscando segurança. O lado fofo é que querem nosso aconchego; o lado desafiador é que você mal pode pensar em tomar um café que o sensor de abandono apita.
- Dificuldade maior para adormecer: se antes bastava aquela rotininha de banho, mamá e berço pro bebê capotar, agora parece que pegar no sono virou um processo longo. O bebê está mais estimulado, então pode levar bem mais tempo pra finalmente apagar. Aqui teve noite da gente embalar por quase 40 minutos, cantar “Nana neném” tantas vezes que virou mantra, e nada… ele brigava contra o sono como um guerreirinho teimoso.
Se você reconhece esses sinais, amigo, provavelmente está no meio da regressão do 4º mês. A boa notícia é que, de novo: é fase. Não veio pra ficar pra sempre não.
Quanto tempo dura a regressão do sono do 4º mês?
A duração pode variar de bebê pra bebê (porque nossos pequenos adoram quebrar regras 😅). Mas geralmente essa fase não é muito longa. Muitos pais relatam que o pior passa em 2 a 4 semanas. Às vezes pode ser até mais curto, coisa de uma semaninha difícil e pronto – o bebê volta a ter um padrão mais regular. Em outros casos (só pra gente não achar que tá tudo sob controle) pode se estender um pouco, chegando a 6 semanas de altos e baixos. Mas raramente dura mais que isso de forma intensa.
Por aqui, a fase crítica durou uns 15 dias. Foram duas semanas em que a gente quase mudou nosso endereço pro Vale dos Sonâmbulos. Depois, percebemos que o Bernardo foi gradualmente melhorando de novo. Ele não voltou a dormir super bem da noite pro dia (bebês ainda acordam, né? faz parte), mas as janelas de sono foram se alongando outra vez.
Importante dizer: após a regressão, o bebê não volta exatamente ao mesmo padrão de antes – porque ele evoluiu. O que costuma acontecer é que, passada a tempestade, o sono dele melhora em relação às semanas caóticas e fica mais previsível de novo. Muitos voltam a fazer noites mais longas, ou acordar só 1-2 vezes, enfim, cada um no seu ritmo. Aqui em casa, depois dessa fase dos 4 meses, o Bernardo voltou a dormir primeiro um bloco de umas 4 horas, depois mais 3 horas… e assim foi indo.
E atenção: essa não é a última regressão de sono pela qual você vai passar! (Pausa dramática, eu sei, desculpe 😅). Bebês tendem a ter outras fases de turbulência no sono lá pelos 8 meses, 12 meses, 18 meses… sempre que aprendem grandes coisas (engatinhar, andar, etc.) o sono pode balançar de novo. Mas a primeira vez é a dos 4 meses – e essa costuma ser a mais chocante pra nós pais de primeira viagem, porque a gente não tá esperando. Depois dessa, pelo menos, já ficamos calejados pros próximos solavancos.
Então respira fundo: vai passar. Pode durar alguns dias mais difíceis, talvez um mês meio punk, mas vai passar. E enquanto não passa… bom, vamos às estratégias de sobrevivência!
Dicas para lidar com a regressão do sono (e manter a sanidade)
Nessas horas, não existe fórmula mágica (quem dera!). Mas algumas dicas práticas ajudam demais a atravessar a regressão do 4º mês de forma mais tranquila. Vou compartilhar o que funcionou pra gente e outras sugestões valiosas que aprendi pesquisando e conversando com outros pais:
Mantenha a rotina da hora de dormir
Pode parecer tentador chutar o balde quando nada parece funcionar, mas acredite, persistir na rotina de sono é o melhor caminho. Continue com aquele ritual que você já fazia (ou, se não tinha, hora de criar um!).
Aqui em casa, por exemplo, a gente tem um esqueminha de banho morno, massagem, pijaminha, última mamada com luz baixinha, canção de ninar e berço com naninha. Mesmo nas noites em que o Bernardo estava lutando contra o sono feito um ninja, seguíamos o protocolo. Por quê? Porque a repetição diária sinaliza pro bebê que “opa, tá na hora de dormir”. Durante a regressão ele pode até ignorar esses sinais e continuar acordando, mas não abandone a rotina.
Assim que a fase turbulenta acabar, seu bebê vai voltar a se ajustar e aquela rotina conhecida vai ser um porto seguro pra ele (e pra você). Ah, e se você ainda não tem uma rotina, nunca é tarde pra começar – nós contamos neste outro artigo do blog como implementamos uma rotina que fez o Bernardo dormir mais rápido.
Capriche no ambiente de sono
Bebês de 4 meses estão super alertas, então ajuda muito deixar o quartinho bem propício ao sono. Diminua a iluminação à noite (vale cortina blackout, abajur com luz bem fraca e amarelada). Deixe a temperatura agradável – nem calorento nem com frio (a recomendação é em torno de 22ºC, se puder medir). E tente reduzir os estímulos: televisão alta, pessoas falando alto perto, brinquedos no berço… tudo isso pode ativar o neném quando era pra desligar. Aqui viramos fãs do conceito “cueva do sono”: quarto escurinho, silencioso, berço arrumadinho só com o essencial. Adicionamos um ruído branco de fundo – aquele som contínuo tipo ventilador ou chuva – pra abafar barulhos externos e relaxar o bebê.
Use “ajudantes” seguros (naninha, chupeta, etc.)
Nessa fase, vale lançar mão de algumas táticas extras de conforto pro bebê. Uma coisa que nos ajudou foi introduzir a naninha – aquele paninho ou bichinho de apego. Escolhemos um paninho macio, dormimos com ele uma noite pra ficar com nosso cheirinho, e depois passamos a colocar do ladinho do Bernardo no berço (já perto dele pegar no sono). Teve noites que vi ele abraçadinho com a naninha e isso ajudou a acalmá-lo sem a gente intervir tanto. Claro, sempre com segurança: a naninha deve ser pequena, leve e respirar através do tecido, nada de brinquedo grande ou com peças soltas no berço a essa idade.
Outra aliada possível é a chupeta (se seu bebê usar). Tem bebê que nessa idade aprende a achar a chupeta e colocar na boca sozinho – um sonho! – mas muitos ainda vão precisar que você coloque de volta quando caírem. Aqui a chupeta ajudava em algumas despertares, mas confesso que às vezes ela era a própria causa do despertar (caía da boca e ele chorava pedindo de volta). Então, use com parcimônia.
Por fim, pode ser a hora de trocar o charutinho (swaddle) pelo saco de dormir com bracinhos livres, caso seu bebê já esteja rolando. Manter ele aconchegado é bom, mas depois que começa a rolar, enrolar com braço preso não é seguro. Nós passamos a usar um saco de dormir sem manga – ele ficou quentinho e seguro, e não acordava descoberto.
Respeite as sonecas e o tempo acordado
Sabe aquele ditado “sono puxa sono”? É real. Um bebê muito cansado tende a dormir pior, não melhor. Parece contraditório, mas é batata: se ele pula soneca ou fica tempo demais acordado, fica elétrico e lutando contra o sono, resultando em mais despertares. Então tente organizar a rotina diurna pra evitar supercansaço.
Aos 4 meses, a maioria dos bebês não aguenta ficar acordado mais do que ~1h30 a 2h seguidas sem ficarem irritados. Fique de olho nos sinais de sono (esfregar olhinhos, bocejar, olhar vidrado) e já inicie o ritual da soneca antes do bebê ultrapassar o limite e ficar “virado no Jiraya”. Aqui percebemos que quando acertávamos as sonecas do dia (umas 3 ou 4 sonecas espalhadas, ainda que curtinhas), a noite era menos pior.
Então, por mais caótico que esteja, tente ajustar os horários das sonecas e acordar o bebê num horário consistente de manhã também – isso ajuda a regular o relógio interno. Disciplina no soninho diurno = mais tranquilidade no noturno (ou pelo menos é meio caminho andado).
Tenha calma e divida a tarefa (se puder)
Fácil falar, difícil fazer, eu sei. Mas manter a calma durante os despertares faz diferença. O bebê sente se você está muito tenso ou frustrado, e pode ficar ainda mais agitado.
Teve noites que eu tava no meu limite – exausto, meio bravo por dentro pensando “dorme, pelo amor de Deus!!”. Nessas horas, quando vi que eu já tava perdendo a paciência, eu passava o bastão pra Re. E vice-versa: a gente foi se revezando conforme dava. Se você tem alguém pra trocar nos atendimentos da madrugada, aproveite essa dupla. Enquanto um consola o bebê, o outro tenta cochilar nem que seja 20 minutinhos.
Se estiver sozinho/sozinha, tente ao menos fazer pausas mentais: respire fundo algumas vezes antes de entrar no quarto, repita pra si mesmo “é só uma fase, vai passar” (mantra ajuda, juro!). Manter a voz baixa, pegar o bebê no colo com movimentos suaves… tudo isso transmite segurança pra ele e pode fazê-lo dormir de novo mais fácil.
Cuide de você também
Última dica, mas talvez a mais importante: seja gentil consigo mesmo.
Passar por uma fase de privação de sono é desgastante física e emocionalmente. A gente fica um caco, meio no automático, e é fácil se sentir frustrado ou achar que tá falhando. Lembre-se: não existe bebê que nunca dá trabalho pra dormir. Todos os pais passam por perrengues assim. Então, pegue leve consigo.
Quando o bebê cochilar, esquece a pia cheia de louça por um momento e tenta descansar também. Nem que seja deitar 15 minutos de olhos fechados (eu já tirei soneca sentado no sofá com o Bernardo dormindo no meu peito – acordei todo torto, mas revigorado 😂).
Peça ajuda da família se estiver muito exausto: alguém pra olhar o bebê por uma horinha enquanto você toma um banho longo ou dorme um pouco. E converse com outros pais – compartilhar experiências alivia e muitas vezes você ganha insights ou pelo menos um “nossa, aqui também foi assim, força aí”. Aliás, se quiser, conta depois nos comentários como está sendo com vocês – a gente tá junto nessa batalha e trocar figurinhas ajuda demais.
Conclusão
Por fim, tente manter em mente: não há mal que nunca acabe. A regressão do sono vai embora, seu bebê vai voltar a dormir melhor (até a próxima crise de dentinho, salto, etc… mas aí é assunto pra outro dia! 😅). Aqui eu e a Re sobrevivemos à tormenta de 4 meses com muito café, trabalho em equipe e senso de humor. Teve dia que a gente brincou que ia mandar o Bernardo por Sedex pro avô dele pra ver se lá ele dormia – piadinha boba de pais zumbis, sabe? – mas no minuto seguinte o pequeno dava uma risadinha gostosa e derretia nosso coração, fazendo valer todo o esforço.
Se você está no meio dessa fase agora, recebe meu abraço solidário. Vai melhorar, de verdade. Cada bebê tem seu tempo, mas passa. E quando passar, você vai se pegar dando conselho pra outros pais desesperados às 4 da manhã, pode apostar! É ou não é uma jornada louca essa da paternidade/maternidade? Cheia de noites em claro, mas também cheia de amor (e histórias pra contar depois).
Espero que estas dicas e relatos tenham ajudado você a se sentir acolhido e com esperança. Não há solução milagrosa, mas com paciência, consistência e apoio mútuo, a gente atravessa qualquer regressão de sono. E lembre-se: mesmo nos piores dias, seu bebê não acorda de propósito pra te irritar – ele só está tentando se adaptar a um mundo gigante cheio de novidades. 💖
Então força aí! Logo mais vocês saem desse túnel e, quem sabe, ganham uma noite inteirinha de sono (sonhar vale, né?). E enquanto isso, se bater o desespero, volte aqui, releia, dê risada das minhas olheiras de panda, e saiba que tem um pai do outro lado da tela dizendo: “Tamo junto, vai passar!”. Boa noite (assim espero)!
Bons sonhos (eventualmente 😂) e até a próxima!